HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021
Um homem de 59 anos de idade é avaliado por uma história de desconforto torácico intermitente há 3 meses. Ele tem hipertensão em uso de lisinopril e anlodipino. Exame físico: afebril, corado e hidratado; PA: 118 x 74 mmHg, FC: 62 bpm, FR: 14 ipm; cardíaco e pulmonar: normais. Um teste de esforço com eletrocardiograma contínuo mostrou infradesnivelamento de 2,2 mm em DII, DIII e aVF. Além disso, o paciente evoluiu com desconforto torácico durante o teste. A conduta de escolha recomendada nessa circunstância é:
Teste ergométrico altamente positivo (infradesnivelamento > 2mm + sintomas) → Angiografia coronariana para definir anatomia e conduta.
Um teste ergométrico com infradesnivelamento de ST significativo (>2mm) em múltiplas derivações e associado a sintomas durante o teste indica alta probabilidade de doença arterial coronariana grave. Nesses casos, a angiografia coronariana é o próximo passo para avaliar a anatomia das coronárias e guiar a decisão sobre revascularização.
A avaliação da dor torácica é um pilar da cardiologia, e o teste ergométrico é uma ferramenta fundamental na estratificação de risco para doença arterial coronariana (DAC). Um teste ergométrico é considerado positivo quando há alterações isquêmicas no ECG (como infradesnivelamento de ST) associadas ou não a sintomas. Neste caso, o paciente apresenta um teste ergométrico altamente positivo, com infradesnivelamento de ST de 2,2 mm em múltiplas derivações (DII, DIII e aVF) e reprodução da dor torácica durante o exame. Esses achados indicam uma alta probabilidade de DAC significativa e isquemia miocárdica extensa. Diante de um teste ergométrico com alta probabilidade de DAC grave, a próxima etapa é a angiografia coronariana percutânea. Este procedimento invasivo permite visualizar diretamente as artérias coronárias, identificar a localização e a gravidade das estenoses, e guiar a decisão sobre a necessidade de revascularização (angioplastia com stent ou cirurgia de revascularização do miocárdio), sendo crucial para o manejo definitivo do paciente.
Um infradesnivelamento de ST de 2,2 mm é um achado significativo de isquemia miocárdica, especialmente quando ocorre em múltiplas derivações e é acompanhado de dor torácica, indicando alta probabilidade de doença arterial coronariana.
A angiografia coronariana é o padrão-ouro para visualizar as artérias coronárias, identificar estenoses e determinar a extensão da doença. Em um paciente com teste ergométrico altamente positivo, ela é essencial para planejar a revascularização (angioplastia ou cirurgia).
Não realizar a angiografia pode atrasar o diagnóstico e tratamento de uma doença arterial coronariana grave, aumentando o risco de eventos cardíacos maiores, como infarto agudo do miocárdio ou morte súbita.
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