UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2018
Dois pacientes realizam um teste ergométrico: um homem de 64 anos, com dor em aperto de duração de minutos quando do esforço e que desaparece após alguns minutos de repouso, e uma mulher de 24 anos, com dor precordial só ao estresse emocional. O resultado do exame foi negativo para o homem e positivo para a mulher. Em relação ao teste do homem e ao da mulher, há alta probabilidade de apresentarem, respectivamente, resultado:
Alta probabilidade pré-teste + TE negativo → Falso-negativo; Baixa probabilidade pré-teste + TE positivo → Falso-positivo.
A probabilidade pré-teste de doença arterial coronariana (DAC) é crucial na interpretação do teste ergométrico. Um paciente com alta probabilidade (angina típica) e teste negativo tem grande chance de ser um falso-negativo, enquanto um paciente com baixa probabilidade (dor atípica) e teste positivo tem grande chance de ser um falso-positivo.
O teste ergométrico (TE) é um exame amplamente utilizado na avaliação de pacientes com suspeita de doença arterial coronariana (DAC). Sua acurácia diagnóstica, no entanto, é fortemente influenciada pela probabilidade pré-teste do paciente, que é determinada por fatores como idade, sexo e características da dor torácica (típica, atípica ou não anginosa). Um homem de 64 anos com dor em aperto ao esforço que cede ao repouso apresenta uma angina típica, indicando uma alta probabilidade pré-teste de DAC. Se o TE for negativo, há uma grande chance de ser um resultado falso-negativo, pois a sensibilidade do teste pode não ser suficiente para detectar a doença em todos os casos. Por outro lado, uma mulher de 24 anos com dor precordial ao estresse emocional tem uma dor atípica e, portanto, uma baixa probabilidade pré-teste de DAC. Um TE positivo nesse cenário tem alta probabilidade de ser um falso-positivo, devido à baixa especificidade do teste em populações de baixo risco. A interpretação correta do TE exige a integração do resultado do exame com a probabilidade pré-teste. Em pacientes de alta probabilidade com TE negativo, ou de baixa probabilidade com TE positivo, testes adicionais (como cintilografia miocárdica, ecocardiograma de estresse ou angiotomografia de coronárias) podem ser necessários para confirmar ou excluir o diagnóstico de DAC, evitando condutas desnecessárias ou o subdiagnóstico.
É a estimativa da chance de um paciente ter doença arterial coronariana antes da realização de qualquer teste diagnóstico, baseada em fatores como idade, sexo e características da dor torácica (típica, atípica ou não anginosa).
Um teste ergométrico é falso-negativo quando o paciente tem doença arterial coronariana, mas o teste não detecta alterações isquêmicas. Isso pode ocorrer por limitação do esforço, doença de um único vaso ou uso de medicamentos que atenuam a resposta isquêmica.
Causas incluem alterações eletrocardiográficas basais (ex: bloqueio de ramo, hipertrofia ventricular), uso de certos medicamentos (ex: digitálicos), alterações metabólicas, síndrome do X microvascular ou em pacientes com baixa probabilidade pré-teste de DAC.
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