Teste das 4 Dioptrias: Diagnóstico de Fusão Bifoveal

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2012

Enunciado

No teste das quatro dioptrias com prisma de base temporal, conclui-se que há fusão bifoveal quando:

Alternativas

  1. A) O prisma colocado na frente do olho esquerdo produz adução do olho direito, seguida de abdução do olho esquerdo
  2. B) O prisma colocado na frente do olho direito produz abdução do olho direito, seguida de adução do olho direito
  3. C) O prisma colocado na frente do olho esquerdo produz adução do olho direito, seguida de abdução do olho esquerdo
  4. D) O prisma colocado na frente do olho direito produz abdução do olho esquerdo, seguida de adução do olho esquerdo

Pérola Clínica

Fusão bifoveal → prisma em OD gera abdução de OS (versão) + adução de OS (fusão).

Resumo-Chave

O teste de 4 dioptrias avalia a fusão bifoveal. A resposta normal envolve um movimento conjugado inicial (Lei de Hering) seguido por um movimento de fusão (vergência) do olho contralateral para retomar a fixação.

Contexto Educacional

O teste das 4 dioptrias (ou teste de Irvine-Jampolsky) é uma ferramenta refinada na avaliação do estrabismo e da visão binocular. Ele se baseia na premissa de que um prisma de base temporal desloca a imagem para a retina temporal, exigindo um movimento de adução do olho para manter a fóvea alinhada. A resposta bifoveal normal é bifásica: primeiro, ocorre um movimento de versão de ambos os olhos na direção do ápice do prisma; segundo, ocorre um movimento de convergência (adução) apenas do olho que não recebeu o prisma. A ausência dessa segunda fase indica que a imagem deslocada no olho contralateral caiu em uma área de supressão, confirmando a ausência de fusão bifoveal.

Perguntas Frequentes

Qual o objetivo do teste das 4 dioptrias?

O objetivo principal é detectar a presença de fusão bifoveal ou a existência de um pequeno escotoma de supressão central, típico de microestrabismos (ângulos menores que 10 dioptrias prismáticas), que podem não ser detectados no cover test convencional.

O que acontece no olho contralateral durante o teste normal?

Ao colocar um prisma de base temporal à frente do olho direito (OD), este se move para dentro para manter a fixação. Pela Lei de Hering, o olho esquerdo (OS) realiza um movimento de abdução (versão). Se houver fusão bifoveal, o OS realizará em seguida um movimento de adução (fusão) para compensar o deslocamento da imagem.

Como identificar um escotoma de supressão neste teste?

Se o prisma for colocado sobre o olho com escotoma, não haverá movimento de nenhum dos olhos (a imagem cai dentro do escotoma). Se colocado sobre o olho fixador e o outro tiver escotoma, haverá o movimento de versão inicial, mas o olho com escotoma não realizará o movimento de refixação (fusão).

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