Teste do Coraçãozinho: Quando e Como Realizar Corretamente

UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2019

Enunciado

Cerca de um a dois em cada 1.000 recém-nascidos vivos, apresentam cardiopatia congênita crítica. Em torno de 30% desses recém-nascidos recebem alta hospitalar sem o diagnóstico, e evoluem para choque, hipóxia ou óbito precoce, antes de receber tratamento adequado. Nesse sentido, a aferição da oximetria de pulso (teste do coraçãozinho), de forma rotineira, mesmo em recém-nascidos aparentemente saudáveis com idade gestacional > 34 semanas, tem mostrado uma elevada sensibilidade e especificidade para detecção precoce dessas cardiopatias. Esse teste: 

Alternativas

  1. A) Deve ser realizado em duas aferições da oximetria, sendo uma em um dos membros superiores e a outra em um dos membros inferiores. Para a adequada aferição, é necessário que o recém-nascido esteja com as extremidades aquecidas e o monitor evidecie uma onda de traçado homogêneo.
  2. B) É melhor ser realizado após 24 horas de vida, já que o canal arterial pode levar de 12 a 24 horas para o seu fechamento virutal, resultando em testes falso-negativos, sobretudo nas cardiopatias canal-dependentes.
  3. C) Requer, para os casos de alta precoce, que os pais sejam orientados a retornar com bebê entre 24 e 48 horas de vida, tempo ideal para a aferição. 
  4. D)  Indica, se for positivo, a solicitação de ecocardiograma. Se a criança apresentar algum sintoma aparente de doença cardíaca, o exame precisa ser realizado antes mesmo da alta hospitalar.

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