CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
Um recém-nascido a termo, com 25 horas de vida, é submetido ao teste do coraçãozinho (teste de oximetria), obtendo o seguinte resultado: membro superior direito 100% e membro inferior esquerdo 96%. A conduta que deve ser tomada nessa situação é:
Teste do coraçãozinho alterado (diferença >3% ou saturação <95%) → repetir em 1h; se persistir, investigar com ecocardiograma.
O teste do coraçãozinho é considerado alterado se a saturação for <95% em qualquer membro ou se houver diferença >3% entre membro superior direito e qualquer membro inferior. Nesses casos, a conduta inicial é repetir o exame em 1 hora para confirmar a alteração antes de prosseguir para o ecocardiograma.
O teste do coraçãozinho, ou teste de oximetria de pulso neonatal, é uma ferramenta de triagem fundamental para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos. Realizado entre 24 e 48 horas de vida, ele avalia a saturação de oxigênio pré-ductal (membro superior direito) e pós-ductal (membro inferior). Os critérios para um teste alterado são: saturação <95% em qualquer um dos membros ou uma diferença >3% entre a saturação do membro superior direito e a de qualquer membro inferior. No caso de um resultado alterado, a conduta padrão é repetir o exame em uma hora. Essa repetição permite confirmar a alteração e reduzir a taxa de falsos positivos, considerando que o ducto arterioso pode estar em processo de fechamento nas primeiras horas de vida. Se o teste permanecer alterado após a repetição, a investigação com ecocardiograma é imperativa para identificar a cardiopatia subjacente e iniciar o manejo adequado. A detecção precoce de CCC é crucial para evitar complicações graves e melhorar o prognóstico desses bebês.
Um teste é alterado se a saturação de oxigênio for menor que 95% em qualquer um dos membros (superior direito ou inferior) ou se houver uma diferença maior que 3% entre a saturação do membro superior direito e a de qualquer membro inferior.
O teste do coraçãozinho é uma triagem simples e não invasiva para detectar precocemente cardiopatias congênitas críticas (CCC) que podem ser assintomáticas ao nascimento, permitindo intervenção precoce e melhorando o prognóstico.
O teste é mais eficaz na detecção de cardiopatias congênitas cianóticas dependentes do ducto arterioso, como a transposição das grandes artérias, hipoplasia do coração esquerdo, atresia tricúspide, tetralogia de Fallot grave e coarctação da aorta crítica.
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