UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Menina, 36 horas de vida, está no alojamento conjunto, onde é feita a triagem para cardiopatia congênita crítica com oximetria de pulso. Ela apresenta SpO2 = 96% no membro superior direito e 91% no membro inferior direito. De acordo com a "Sistematização do Atendimento ao Recémnascido com Suspeita ou Diagnóstico de Cardiopatia Congênita da Sociedade Brasileira de Pediatria", pode-se afirmar que o teste de saturação de oxigênio está:
SpO2 90-94% ou diferença >3% → Repetir em 1h (até 2x). Se persistir → Eco.
O teste do coraçãozinho é positivo se SpO2 < 90% (imediato) ou se houver saturação entre 90-94% ou diferença ≥ 3% entre membros em duas aferições subsequentes com intervalo de 1h.
A triagem neonatal por oximetria de pulso, conhecida como 'Teste do Coraçãozinho', visa detectar precocemente cardiopatias congênitas críticas (CCC) que dependem da patência do canal arterial. Deve ser realizado em todo recém-nascido aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas, entre 24 e 48 horas de vida. O protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) define que resultados entre 90-94% ou uma diferença ≥ 3% entre a mão direita e o pé são considerados duvidosos. Nesses casos, a repetição em 1 hora é fundamental para reduzir falsos positivos causados por instabilidades transitórias da saturação no período de transição neonatal. Somente a persistência da alteração após duas repetições (totalizando 3 medidas) ou um valor inicial < 90% confirma o teste como positivo.
O teste é positivo de imediato, sem necessidade de repetição, se a saturação de oxigênio for inferior a 90% em qualquer um dos membros (mão direita ou pés).
Um sensor deve ser colocado no membro superior direito (saturação pré-ductal) e o outro em qualquer um dos membros inferiores (saturação pós-ductal).
Se após as repetições o teste continuar alterado, o recém-nascido não deve receber alta e deve realizar um ecocardiograma dentro das próximas 24 horas para descartar cardiopatias dependentes do canal arterial.
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