Teste do Coraçãozinho: Interpretação e Conduta Neonatal

FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2025

Enunciado

Recém-nascido, termo, 37 semanas, em leito de alojamento conjunto, com 30 horas de vida, realizado teste do coraçãozinho: saturação membro superior 93%, saturação membro inferior 93%. Em relação ao teste do coraçãozinho é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) Teste do coraçãozinho alterado, conduta intubação orotraqueal, oferecer FiO2 100 % e encaminhar o paciente para UTI
  2. B) Teste do coraçãozinho alterado, conduta alta hospitalar com acompanhamento ambulatorial na cardiologia pediátrica
  3. C) Teste do coraçãozinho duvidoso, conduta repetir teste após uma hora por até 2 vezes, caso permaneça alterado considerar positivo
  4. D) Teste do coraçãozinho normal, conduta alta hospitalar

Pérola Clínica

Teste do coraçãozinho: saturação <95% OU diferença >3% entre MS/MI → repetir em 1h (até 2x); se alterado, investigar cardiopatia congênita.

Resumo-Chave

O Teste do Coraçãozinho (oximetria de pulso neonatal) é uma triagem para cardiopatias congênitas críticas. É considerado alterado se a saturação for <95% em qualquer membro ou se houver uma diferença >3% entre membro superior direito e um membro inferior. Nesses casos, a conduta é repetir o teste após 1 hora por até 2 vezes antes de considerar positivo e iniciar investigação.

Contexto Educacional

O Teste do Coraçãozinho, ou oximetria de pulso neonatal, é uma triagem universal e não invasiva para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos. Realizado entre 24 e 48 horas de vida, ele mede a saturação de oxigênio na mão direita (pré-ductal) e em um dos pés (pós-ductal), sendo fundamental para identificar bebês que necessitam de intervenção imediata. Os critérios para um teste normal são saturação ≥95% em ambas as extremidades e uma diferença ≤3% entre elas. Um teste é considerado alterado se a saturação for <95% em qualquer extremidade ou se a diferença for >3%. Nesses casos, a conduta correta é repetir o teste após uma hora, por até duas vezes. Se a alteração persistir após as repetições, o teste é considerado positivo e o recém-nascido deve ser avaliado por um cardiologista pediátrico. A detecção precoce de CCC é vital, pois muitas dessas condições são ducto-dependentes e podem levar a choque cardiogênico e óbito se não forem diagnosticadas antes da alta hospitalar. A conduta de repetir o teste evita falsos positivos e garante que apenas os casos realmente suspeitos sejam submetidos a exames adicionais, otimizando o uso de recursos e o bem-estar do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para um Teste do Coraçãozinho normal?

O teste é normal se a saturação de oxigênio for ≥95% em ambas as extremidades (mão direita e um dos pés) e a diferença entre elas for ≤3%.

Qual a conduta se o Teste do Coraçãozinho estiver alterado inicialmente?

Se a saturação for <95% ou a diferença >3%, o teste deve ser repetido após 1 hora. Se persistir alterado após duas repetições, é considerado positivo e exige investigação cardiológica.

Qual a importância do Teste do Coraçãozinho na triagem neonatal?

Ele permite a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas, que são ducto-dependentes e podem ser assintomáticas ao nascimento, prevenindo morbimortalidade grave.

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