FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
Recém-nascido a termo, com peso adequado para a idade gestacional, assintomático, realiza Teste do Coraçãozinho no segundo dia de vida após o nascimento. A saturação arterial de oxigênio obtida por oximetria de pulso em membro superior direito de 96% e em membro inferior de 90%. Qual é a conduta?
Teste Coraçãozinho: saturação <95% OU diferença >3% entre MS e MI → repetir teste em 1h.
O Teste do Coraçãozinho é um exame de triagem para cardiopatias congênitas críticas. Uma saturação de 96% em membro superior direito e 90% em membro inferior indica uma diferença de 6%, que é maior que 3%, caracterizando um teste alterado e exigindo repetição em uma hora.
O Teste do Coraçãozinho, ou oximetria de pulso neonatal, é uma ferramenta de triagem simples e não invasiva para detectar cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos antes da alta hospitalar. A detecção precoce é vital, pois muitas CCCs são ducto-dependentes e podem levar a choque e morte se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo. A fisiopatologia de um teste alterado geralmente envolve um shunt direita-esquerda, onde sangue desoxigenado do lado direito do coração é desviado para a circulação sistêmica sem passar pelos pulmões, ou uma obstrução no fluxo sanguíneo para a parte inferior do corpo. O teste é realizado entre 24 e 48 horas de vida, medindo a saturação de oxigênio no membro superior direito (pré-ductal) e em um membro inferior (pós-ductal). Os critérios de alteração são saturação < 95% em qualquer um dos membros ou uma diferença > 3% entre eles. A conduta para um teste alterado é repetir em uma hora. Se persistir alterado, é mandatório realizar uma ecocardiografia para confirmar ou excluir uma cardiopatia congênita. O tratamento subsequente dependerá do diagnóstico específico, podendo variar de acompanhamento a intervenção cirúrgica de urgência.
Um teste é considerado normal se a saturação de oxigênio for igual ou superior a 95% em ambos os membros (superior direito e inferior) e a diferença entre eles for menor ou igual a 3%.
Uma diferença maior que 3% sugere a presença de um shunt direita-esquerda, comum em algumas cardiopatias congênitas críticas, como a coarctação da aorta ou interrupção do arco aórtico.
A conduta inicial é repetir o teste após uma hora. Se o segundo teste também estiver alterado, deve-se realizar uma ecocardiografia para investigação diagnóstica.
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