UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
Sobre o teste do coraçãozinho para diagnóstico de cardiopatia congênita, é correto afirmar que:I. As medidas de oximetria devem ser realizadas em dois sítios: na mão direita (medida pré-ductal) e em um dos membros inferiores (medida pós-ductal).II. SpO2 maior ou igual a 95% e a diferença entre as medidas no membro superior direito e o membro inferior deve ser menor ou igual a 3%. Nessa situação, a probabilidade de cardiopatia congênita crítica é nula e o RN deve seguir os cuidados habituais da maternidade.III. SpO2 menor ou igual a 89% no membro superior direito ou no membro inferior. Nessa situação, o RN deverá ser reavaliado de forma minuciosa pelo médico pediatra/ neonatologista e a avaliação cardiológica e ecocardiográfica deverá também ser realizada para confirmação diagnóstica. É importante ressaltar que este RN não deveria receber alta hospitalar antes que seja realizada esta avaliação cardiológica.IV. SpO2 entre 90% e 94% ou uma diferença entre as medidas do membro superior direito e o membro inferior maior ou igual a 4%. Nesta situação, o teste deve ser realizado novamente após uma hora por até duas vezes. Caso as medidas de oximetria se mantenham nestes valores mesmo após a terceira avaliação, o teste será considerado positivo e o RN deverá ser submetido à avaliação cardiológica/ecocardiográfica. A realização do reteste nesta situação mostrou-se importante por reduzir consideravelmente o número de falsos positivo com o teste. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é:
Teste do coraçãozinho: SpO2 na mão direita (pré-ductal) e pé (pós-ductal); positivo se SpO2 <95% ou diferença >3%, exigindo reteste ou avaliação cardiológica.
O teste do coraçãozinho é uma triagem neonatal essencial para cardiopatias congênitas críticas, medindo a saturação de oxigênio na mão direita (pré-ductal) e em um membro inferior (pós-ductal). Resultados alterados (SpO2 <95% ou diferença >3%) exigem reavaliação ou encaminhamento para ecocardiograma, sendo crucial para o diagnóstico precoce.
O teste do coraçãozinho, ou oximetria de pulso neonatal, é uma triagem universal e obrigatória para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos. Sua importância reside na capacidade de identificar bebês que, de outra forma, poderiam receber alta hospitalar sem o diagnóstico, evoluindo para quadros graves e até óbito em casa. A realização do teste é simples, não invasiva e deve ocorrer entre 24 e 48 horas de vida. As medidas de oximetria são realizadas em dois sítios: na mão direita (representando a saturação pré-ductal, antes do ducto arterioso) e em um dos membros inferiores (representando a saturação pós-ductal, após o ducto arterioso). A comparação entre essas medidas é crucial para identificar shunts direita-esquerda ou obstruções no fluxo sanguíneo sistêmico. Um resultado normal é SpO2 ≥ 95% em ambos os membros e uma diferença entre eles ≤ 3%. O teste é considerado alterado (e requer reavaliação ou encaminhamento) se a SpO2 for < 95% em qualquer um dos membros ou se a diferença entre as medidas for > 3%. Se a SpO2 for ≤ 89% em qualquer membro, o teste é imediatamente positivo, exigindo avaliação cardiológica urgente. Se a SpO2 estiver entre 90% e 94% ou a diferença for ≥ 4%, o teste deve ser repetido após uma hora por até duas vezes. Se as alterações persistirem, o teste é considerado positivo, e o RN deve ser encaminhado para ecocardiograma e avaliação cardiológica completa, sem receber alta hospitalar antes dessa investigação. A realização do reteste é fundamental para reduzir falsos positivos e evitar encaminhamentos desnecessários.
O teste do coraçãozinho é realizado medindo a saturação de oxigênio (SpO2) por oximetria de pulso em dois locais: na mão direita (pré-ductal) e em um dos membros inferiores (pós-ductal), entre 24 e 48 horas de vida do recém-nascido.
O teste é considerado positivo se a SpO2 for menor ou igual a 89% em qualquer um dos membros, ou se a SpO2 estiver entre 90% e 94% após três avaliações, ou ainda se a diferença entre as medidas pré e pós-ductal for maior ou igual a 4% após três avaliações.
Em caso de teste positivo, o recém-nascido deve ser submetido a uma avaliação cardiológica minuciosa, incluindo ecocardiograma, antes da alta hospitalar, para confirmar o diagnóstico de cardiopatia congênita crítica e iniciar o manejo adequado.
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