IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Você é o pediatra de plantão e vai avaliar um bebê com 36 horas de vida a pedido do R1 de pediatria. O bebê nasceu de 39 semanas de idade gestacional e de parto vaginal, mãe 24 anos, G2P1A1, peso de nascimento: 3.270g. O bebê suga ao seio materno, tem exame físico normal, já urinou e evacuou. Você irá realizar o teste do coraçãozinho. A respeito desse teste, é correto afirmar que
Teste coraçãozinho normal = SatO2 ≥ 95% em MS e MI, com diferença ≤ 3% entre eles.
O teste do coraçãozinho (oximetria de pulso) é um screening para cardiopatias congênitas críticas. É considerado normal quando a saturação de oxigênio é igual ou superior a 95% em membro superior direito e em um dos membros inferiores, com uma diferença entre eles de no máximo 3%.
O teste do coraçãozinho, ou oximetria de pulso neonatal, é um exame de triagem simples, não invasivo e de baixo custo, fundamental para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas (CCC) em recém-nascidos. Essas cardiopatias, se não diagnosticadas e tratadas precocemente, podem levar a morbimortalidade significativa. O teste deve ser realizado em todos os recém-nascidos a termo e prematuros, entre 24 e 48 horas de vida (ou antes da alta, se esta ocorrer antes), mesmo na ausência de sintomas ou com ecocardiograma fetal normal. A técnica envolve a aferição da saturação de oxigênio em membro superior direito e em um dos membros inferiores. Um resultado normal é definido por saturação de oxigênio igual ou superior a 95% em ambos os membros e uma diferença entre eles de no máximo 3%. Resultados alterados (saturação < 95% ou diferença > 3%) indicam a necessidade de investigação complementar, geralmente com ecocardiograma, para confirmar ou excluir a presença de CCC.
O teste é alterado se a saturação for menor que 95% em qualquer um dos membros ou se houver uma diferença maior que 3% entre a saturação do membro superior direito e a de um dos membros inferiores.
O teste do coraçãozinho é crucial para a detecção precoce de cardiopatias congênitas críticas, permitindo intervenção oportuna e melhorando o prognóstico do recém-nascido.
Sim, o teste é recomendado para todos os recém-nascidos, a termo e prematuros, antes da alta hospitalar, independentemente de terem ou não ecocardiograma fetal prévio normal.
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