ENARE/ENAMED — Prova 2025
Um recém-nascido com 24 horas de vida foi submetido ao teste da oximetria de pulso (teste do coraçãozinho). A saturação de 02 foi de 92% no membro superior direito e 91% no membro inferior esquerdo na primeira aferição. Diante desse resultado, a criança deverá:
SatO2 90-94% ou diferença ≥ 3% → Repetir em 1h. Se persistir após 3 testes → Ecocardiograma.
Um resultado de oximetria entre 90% e 94% ou com diferença significativa entre membros é considerado duvidoso, exigindo repetição do teste antes de qualquer intervenção diagnóstica invasiva.
O teste da oximetria de pulso é uma ferramenta de triagem de baixo custo e alta sensibilidade para cardiopatias críticas que podem não apresentar sopros ou cianose visível nas primeiras horas de vida. O protocolo brasileiro define que saturações ≥ 95% e diferença < 3% indicam teste negativo. No caso apresentado, a saturação de 92% no MSD e 91% no MIE enquadra-se na zona de dúvida (90-94%). A conduta correta é repetir a aferição em 1 hora. Se o padrão persistir por três medidas, o teste é considerado positivo, e o ecocardiograma deve ser realizado em até 24 horas.
O teste é positivo se a saturação for < 90% em qualquer extremidade ou se, após três aferições (com intervalo de 1h), a saturação permanecer entre 90-94% ou houver diferença ≥ 3% entre MSD e MI.
O teste deve ser realizado em todo RN aparentemente saudável com idade gestacional > 34 semanas, entre 24 e 48 horas de vida, antes da alta hospitalar.
Ele visa detectar cardiopatias congênitas críticas dependentes do canal arterial, como síndrome da hipoplasia do coração esquerdo, atresia pulmonar e transposição das grandes artérias.
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