Santa Casa de São Carlos (SP) — Prova 2022
Em locais com experiência com assistência hemodinâmica para pacientes com Covid19, as vantagens em termos de monitorização sobrepujam os riscos. Havendo condições de monitorização invasiva, deve-se primeiramente escolher a artéria a ser acessada. Sendo correto o item:
Antes da punção da artéria radial, o Teste de Allen é essencial para avaliar a circulação colateral ulnar e prevenir isquemia da mão.
O Teste de Allen é uma manobra simples e fundamental para avaliar a patência da artéria ulnar e a adequação da circulação colateral da mão antes de qualquer punção ou cateterização da artéria radial. Sua realização minimiza o risco de isquemia digital caso a artéria radial seja comprometida.
A monitorização hemodinâmica invasiva, como a cateterização arterial, é uma ferramenta essencial em pacientes críticos, permitindo a medição contínua da pressão arterial e a coleta de amostras para gasometria. A artéria radial é o local mais comum para esse acesso devido à sua superficialidade, facilidade de palpação e, crucialmente, à presença de circulação colateral adequada na mão através da artéria ulnar. No entanto, a segurança desse procedimento depende de uma avaliação prévia rigorosa. O Teste de Allen é uma manobra simples e indispensável que deve ser realizada antes de qualquer punção ou cateterização da artéria radial. Seu objetivo é assegurar que a artéria ulnar esteja pérvia e que a circulação colateral para a mão seja suficiente. Um Teste de Allen anormal (retorno da coloração da mão em tempo prolongado após a liberação da artéria ulnar) indica que a artéria ulnar pode não ser capaz de suprir adequadamente a mão caso a artéria radial seja ocluída, aumentando significativamente o risco de isquemia digital. Portanto, a realização correta do Teste de Allen no membro escolhido para o acesso radial é uma medida preventiva fundamental para evitar complicações graves. Residentes devem dominar essa técnica e sempre priorizar a segurança do paciente, optando por outro local de punção (como a artéria femoral, que não exige o Teste de Allen, mas possui outros riscos) se o Teste de Allen for positivo.
O objetivo principal do Teste de Allen é avaliar a patência da artéria ulnar e a adequação da circulação colateral da mão. Isso garante que, se a artéria radial for ocluída (por cateter ou complicação), a mão ainda receberá suprimento sanguíneo suficiente pela artéria ulnar, prevenindo isquemia.
O paciente fecha o punho firmemente por 30 segundos. O examinador comprime as artérias radial e ulnar. O paciente abre a mão, que deve estar pálida. Libera-se a compressão da artéria ulnar e observa-se o tempo de retorno da coloração normal à mão (normalmente < 5-10 segundos).
Um Teste de Allen positivo indica que a circulação colateral pela artéria ulnar é insuficiente. Nesses casos, a punção da artéria radial deve ser evitada no membro testado, pois há um risco elevado de isquemia da mão se a artéria radial for comprometida.
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