Hospital Alemão Oswaldo Cruz (SP) — Prova 2025
Pré-escolar, sexo masculino, 4 anos de idade, é trazido ao ambulatório de pediatria com queixa de despertares noturnos frequentes. A mãe relata que a criança acorda aos gritos, aparentemente assustado, e parece não reconhecer o ambiente nem as pessoas ao redor. Esses episódios ocorrem quase sempre uma a duas horas após o início do sono e duram de 5 a 10 minutos. Durante o dia, a criança apresenta comportamento normal e não relata lembrança dos episódios noturnos. Sem alterações significativas ao exame clínico. Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais adequada para esse paciente?
Terror noturno: despertares súbitos com gritos, amnésia, 1-2h pós-início do sono, comum em pré-escolares.
O terror noturno é uma parassonia do sono NREM, caracterizada por despertares abruptos com medo intenso e amnésia do evento. A conduta é tranquilizar os pais e orientar sobre higiene do sono, pois é um quadro benigno e autolimitado.
O terror noturno é uma parassonia comum na infância, afetando cerca de 1% a 6% das crianças, geralmente entre 3 e 12 anos. É um distúrbio do sono NREM, caracterizado por despertares súbitos e parciais, acompanhados de gritos, medo intenso, taquicardia e sudorese, sem que a criança se lembre do episódio ao acordar. A fisiopatologia envolve uma ativação autonômica durante o sono de ondas lentas (estágios 3 e 4 do NREM), geralmente na primeira metade da noite. O diagnóstico é clínico, baseado na história relatada pelos pais. É crucial diferenciar de pesadelos (que ocorrem no sono REM e são lembrados) e de epilepsia noturna (que pode ter movimentos estereotipados e alterações no EEG). O tratamento é primariamente não farmacológico, focando na tranquilização dos pais sobre a benignidade e autolimitação do quadro. Medidas de higiene do sono, como horários regulares e ambiente adequado, são essenciais. Em casos muito frequentes ou disruptivos, pode-se considerar o despertar programado, que consiste em acordar a criança 15-30 minutos antes do horário habitual dos episódios.
Os principais sinais incluem despertares súbitos com gritos, choro intenso, taquicardia, sudorese, olhar fixo e aparente confusão, sem reconhecimento do ambiente ou dos pais. Ocorre geralmente na primeira metade da noite e a criança não se lembra do episódio.
Terror noturno ocorre no sono NREM (primeira metade da noite), a criança não se lembra e é difícil de consolar. Pesadelos ocorrem no sono REM (segunda metade da noite), a criança se lembra do sonho e é facilmente consolável.
A conduta inicial é tranquilizar os pais sobre a benignidade do quadro e orientar medidas de higiene do sono, como horários regulares, ambiente tranquilo e rotina relaxante antes de dormir. Em casos graves, pode-se considerar o despertar programado.
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