Em um distrito sanitário periférico, uma nova Equipe de Saúde da Família é implantada para atuar em uma área de ocupação recente, caracterizada por precariedade de saneamento e alta mobilidade populacional. Durante a fase de reconhecimento, a equipe observa que os limites geográficos oficiais definidos pela prefeitura não coincidem com as dinâmicas de circulação dos moradores, que utilizam serviços e espaços de convivência de um bairro vizinho devido a barreiras físicas naturais. Para a organização do processo de territorialização e a definição das microáreas de atuação dos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), a estratégia mais adequada é:
Alternativas
A) Estabelecer as microáreas baseando-se estritamente nos limites administrativos e geográficos definidos pela secretaria de urbanismo, visando facilitar a integração dos dados epidemiológicos com o censo oficial.
B) Utilizar exclusivamente o mapeamento por geoprocessamento via satélite para delimitar as áreas de atuação, evitando o viés subjetivo do contato inicial com a comunidade antes da consolidação do cadastro.
C) Identificar as áreas de maior vulnerabilidade socioambiental e os laços de pertencimento da comunidade para definir as microáreas, priorizando a homogeneidade de riscos em vez da simetria geográfica.
D) Dividir o território de forma que cada ACS possua um número idêntico de famílias cadastradas, garantindo a padronização do tempo de visita domiciliar e a isonomia na carga de trabalho da equipe.
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