PNAB 2017: Territorialização e Adstrição na Atenção Básica

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021

Enunciado

Promulgada em 2017, a Política Nacional da Atenção Básica (PNAB) estabelece que a Territorialização e Adstrição da Clientela permitem o planejamento, a programação descentralizada e o desenvolvimento de ações setoriais e intersetoriais com foco em um território específico. A organização da Estratégia da Saúde da Família está baseada no preceito de responsabilidade sanitária sobre a população do território definido. Nesse sentido, é correto afirmar que

Alternativas

  1. A) a atualização dos dados de condições socioeconômicas das famílias é feita no sistema de informação de agravos de notificação, de forma contínua, e sob responsabilidade dos ACS. 
  2. B) a delimitação da população adscrita da equipe, processo realizado por todos os membros da equipe, obedece estritamente aos limites geográficos e administrativos dos bairros de grandes cidades.
  3. C) o processo de territorialização finaliza com o cadastramento das famílias da área e é uma atribuição dos agentes comunitários.
  4. D) a territorialização tem início com a definição do território, área e microárea, seguida pelo cadastramento de famílias, que é uma responsabilidade de toda a equipe.

Pérola Clínica

Territorialização na APS → definição de área/microárea + cadastramento familiar por toda a equipe.

Resumo-Chave

A territorialização é um processo contínuo e dinâmico na Atenção Primária, fundamental para o planejamento e a organização das ações de saúde, e envolve a delimitação do território e o cadastramento das famílias, sendo responsabilidade de todos os membros da equipe de saúde, não apenas dos ACS.

Contexto Educacional

A Política Nacional da Atenção Básica (PNAB), atualizada em 2017, é o documento norteador da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, estabelecendo diretrizes para a organização dos serviços. A territorialização e a adstrição da clientela são pilares essenciais, permitindo que as equipes de saúde da família (ESF) conheçam profundamente a realidade social, econômica e de saúde da população sob sua responsabilidade, otimizando a oferta de cuidados. O processo de territorialização inicia-se com a definição clara do território de atuação da equipe, subdividido em áreas e microáreas, seguido pelo cadastramento das famílias. Este cadastramento é um processo contínuo e dinâmico, que deve ser realizado e atualizado por toda a equipe de saúde, e não apenas pelos Agentes Comunitários de Saúde (ACS), embora estes desempenhem um papel crucial na coleta e atualização dos dados. A correta execução da territorialização e adstrição é vital para o planejamento estratégico das ações de saúde, a identificação de vulnerabilidades, a programação de intervenções setoriais e intersetoriais e a garantia da integralidade do cuidado. Permite uma abordagem proativa e preventiva, focando nas necessidades específicas da comunidade e contribuindo para a melhoria dos indicadores de saúde locais.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da territorialização na Atenção Primária à Saúde?

A territorialização permite o planejamento e a programação descentralizada das ações de saúde, focando em um território específico e sua população, otimizando recursos e promovendo equidade.

Quem é responsável pelo cadastramento das famílias no processo de territorialização?

O cadastramento das famílias é uma responsabilidade de toda a equipe de saúde da família, embora o Agente Comunitário de Saúde (ACS) tenha um papel fundamental nesse processo.

Como a PNAB de 2017 aborda a territorialização e adstrição?

A PNAB 2017 estabelece que a territorialização e adstrição são preceitos fundamentais para a organização da Estratégia Saúde da Família, garantindo a responsabilidade sanitária sobre a população definida.

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