UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2025
Segundo Gondim e Monkem (2008), o território é um espaço limitado político-administrativamente ou por ação de um grupo social, em que se edificam e exercitam os poderes do Estado e dos cidadãos de grande importância para a definição estratégica de políticas públicas. Portanto, o território é relativamente homogêneo, resultado de uma produção histórica, ambiental e social capaz de gerar uma identidade própria com problemas e necessidades sociais. A partir da contextualização da dinâmica e da identificação dos problemas do território, podem-se verificar situações de risco e planejar, propor e implementar ações para resolução desses problemas. Segundo a Política Nacional para Atenção Básica no âmbito do Sistema Único de Saúde, “O planejamento das ações de saúde deverá ser elaborado de forma integrada nos âmbitos das equipes, dos municípios, das regiões de saúde e do Distrito Federal, partindo-se do reconhecimento das realidades presentes no território que influenciam a saúde, condicionando as ofertas da Rede de Atenção Saúde de acordo com a necessidade/demanda da população, com base em parâmetros estabelecidos em evidências científicas, situação epidemiológica, áreas de risco e vulnerabilidade do território adscrito.” (Ministério da Saúde, Portaria 2.436 de 2017). No processo de municipalização, podem ser identificados o território-distrito, o território-área, o território-subárea e o território-moradia. Assinale a alternativa que traz a assertiva correta a respeito dos diferentes tipos de territórios mencionados:
Território-microárea = unidade operacional do Agente Comunitário de Saúde (ACS), base para o cadastramento e acompanhamento das famílias.
A territorialização é um princípio da Atenção Primária à Saúde no SUS. A divisão do território-área (abrangência da UBS) em microáreas permite a vinculação e a responsabilização do Agente Comunitário de Saúde (ACS) por um número definido de famílias, facilitando o diagnóstico situacional e o planejamento de ações.
A territorialização é uma diretriz organizacional fundamental da Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Consiste na definição de um território de atuação para cada equipe de saúde, permitindo a adscrição da clientela e o estabelecimento de vínculo e responsabilidade sanitária. Esse processo é essencial para o planejamento e a execução de ações de saúde que respondam às necessidades específicas daquela população. Dentro dessa lógica, o território é subdividido em diferentes níveis. O território-área corresponde à área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), sendo o espaço de atuação de uma equipe de Saúde da Família. Este, por sua vez, é dividido em territórios-microáreas. A microárea é a unidade operacional do Agente Comunitário de Saúde (ACS), constituindo-se em um espaço geográfico delimitado onde reside um número específico de famílias (população máxima de 750 pessoas por ACS). Essa divisão é estratégica, pois permite ao ACS realizar o cadastramento, o diagnóstico situacional, o acompanhamento contínuo das famílias e a identificação de vulnerabilidades. O conhecimento aprofundado da microárea é a base para o planejamento das ações de toda a equipe de saúde, garantindo que as intervenções sejam direcionadas aos problemas e necessidades reais da comunidade, em conformidade com os princípios de integralidade e equidade do SUS.
A microárea é a menor unidade territorial de responsabilidade, designada a um Agente Comunitário de Saúde (ACS). Ela compreende um número definido de famílias, com uma população adscrita que não deve ultrapassar 750 pessoas, para permitir o acompanhamento contínuo e a vigilância em saúde.
O território-área corresponde à área de abrangência de uma Unidade Básica de Saúde (UBS) e sua respectiva equipe de saúde. Já o território-distrito é uma unidade administrativa e de planejamento maior, que agrupa diversas UBSs e outros serviços de saúde para fins de gestão regional.
A territorialização permite que a equipe de saúde conheça as características demográficas, epidemiológicas e sociais da população adscrita. Isso possibilita um planejamento ascendente, baseado nas necessidades reais do território, e a implementação de ações de promoção, prevenção e vigilância mais eficazes e equânimes.
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