UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019
Homem de 84 anos tem diagnóstico de Doença de Alzheimer há 17 anos. Nos últimos 6 meses, foi encaminhado 4 vezes à unidade de emergência e internou 2 vezes por pneumonia. Em uso de rivastigmina adesivo, memantina, sinvastatina, quetiapina e sonda nasoenteral para alimentação. Exame físico: acamado, com contraturas em membros superiores e inferiores, lesão de pele em calcâneo direito (flictena fechado com líquido seroso). A conduta mais adequada é
Alzheimer avançado com múltiplas internações e declínio funcional → abordar terminalidade e cuidados paliativos.
Pacientes com Doença de Alzheimer avançada, que apresentam declínio funcional progressivo, múltiplas internações por infecções (como pneumonia de aspiração) e comorbidades, atingem um estágio de terminalidade. Nesses casos, a discussão sobre cuidados paliativos e qualidade de vida com a família é a conduta mais adequada.
A Doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que, em seus estágios avançados, leva a um declínio funcional e cognitivo grave, culminando em terminalidade. Nesses pacientes, a qualidade de vida e o conforto tornam-se os principais objetivos do cuidado, e a discussão sobre terminalidade e cuidados paliativos com a família é fundamental. O paciente descrito, com Alzheimer há 17 anos, acamado, com contraturas e múltiplas internações por pneumonia, apresenta um quadro de demência avançada com critérios claros de terminalidade. A pneumonia de aspiração é uma complicação comum e recorrente, indicando disfagia e comprometimento da proteção de vias aéreas. Nesse contexto, a manutenção de sonda nasoenteral não se mostra benéfica para prolongar a vida ou reduzir pneumonias, e a internação em ILPI não aborda a questão central da terminalidade. A conduta mais adequada é iniciar a conversa sobre terminalidade e cuidados paliativos com os familiares, focando em medidas de conforto e dignidade, em vez de intervenções que prolonguem o sofrimento.
Critérios incluem declínio funcional grave (acamado, dependência total), múltiplas internações por infecções (especialmente pneumonia de aspiração), disfagia significativa, perda de peso progressiva e ausência de resposta a tratamentos curativos.
Em pacientes com demência avançada, a sonda nasoenteral geralmente não melhora a sobrevida, o estado nutricional ou reduz o risco de pneumonia de aspiração. Seu uso deve ser cuidadosamente ponderado, priorizando o conforto e a qualidade de vida.
Os cuidados paliativos focam no alívio do sofrimento, controle de sintomas e promoção do conforto. Eles envolvem a comunicação aberta com a família sobre os objetivos de cuidado, planejamento antecipado e suporte psicossocial, visando uma morte digna.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo