UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
Paciente de 78 anos, sexo feminino, refere estar fazendo um tratamento devido a uma fratura espontânea no corpo vertebral T12 secundária à osteoporose. Não recorda o nome do medicamento, porém relata utilizar o remédio através de uma injeção subcutânea diária. Lembra que o médico orientou o seu uso pelo período máximo de 18 a 24 meses devido ao risco de desenvolvimento de osteossarcoma com o uso mais prolongado. A partir do exposto, é correto afirmar que essa paciente está utilizando:
Teriparatida (PTH recombinante) é anabolizante ósseo, uso diário SC, máx 18-24 meses pelo risco de osteossarcoma.
A teriparatida é um análogo recombinante do paratormônio (PTH), que age como agente anabolizante ósseo, estimulando a formação de novo osso. Sua administração é subcutânea diária e o tempo de uso é limitado a 18-24 meses devido ao risco teórico de osteossarcoma, observado em estudos com roedores.
A osteoporose é uma doença esquelética caracterizada por comprometimento da resistência óssea, predispondo a um aumento do risco de fraturas. O tratamento visa reduzir esse risco, e a teriparatida representa uma classe de medicamentos anabolizantes ósseos, que agem estimulando a formação de novo osso, ao contrário dos agentes antirresortivos que inibem a reabsorção óssea. A teriparatida é um análogo recombinante do paratormônio (PTH) e é administrada por injeção subcutânea diária. Seu mecanismo de ação é único, pois, em doses intermitentes, estimula preferencialmente a atividade osteoblástica, promovendo o aumento da massa óssea e melhorando a microarquitetura. É particularmente eficaz na redução do risco de fraturas vertebrais e não vertebrais em pacientes com osteoporose grave. É crucial que os residentes compreendam as particularidades da teriparatida, como sua via de administração (subcutânea diária) e, principalmente, o limite de tempo de uso (18 a 24 meses). Essa restrição se deve ao risco teórico de osteossarcoma, evidenciado em estudos pré-clínicos. Após o período de tratamento com teriparatida, é comum a transição para um agente antirresortivo para consolidar os ganhos de densidade óssea e manter a proteção contra fraturas.
A teriparatida é um fragmento recombinante do paratormônio (PTH) que, quando administrado de forma intermitente (diariamente), estimula predominantemente os osteoblastos, promovendo a formação de novo tecido ósseo e aumentando a densidade mineral óssea.
O limite de tempo de uso da teriparatida é imposto devido ao risco teórico de osteossarcoma, observado em estudos de toxicidade em roedores com doses muito elevadas. Embora o risco em humanos seja considerado baixo, a precaução levou à recomendação de não exceder 18 a 24 meses de tratamento.
A teriparatida é indicada para o tratamento de osteoporose grave em homens e mulheres na pós-menopausa com alto risco de fraturas, incluindo aqueles com fraturas prévias, falha ou intolerância a outras terapias para osteoporose, ou densidade mineral óssea muito baixa.
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