UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Tereza, 49 anos, com ciclos irregulares há 6 meses, fogachos de intensidade moderada, questiona sobre as alterações fisiológicas e anatômicas que estão ocorrendo nessa fase do climatério. Das afirmações de Tereza, qual está CORRETA?
Climatério: FSH ↑ mesmo com ciclos irregulares, indicando falência ovariana incipiente.
No climatério, a falência ovariana progressiva leva à diminuição da produção de estrogênio, resultando em elevação compensatória do FSH pela hipófise. Essa elevação pode ocorrer mesmo antes da cessação completa dos ciclos menstruais, explicando a irregularidade.
O climatério é um período de transição na vida da mulher, que antecede e sucede a menopausa (última menstruação), caracterizado por alterações hormonais progressivas que levam à falência da função ovariana. É um processo fisiológico que geralmente se inicia por volta dos 45-55 anos, manifestando-se com sintomas como fogachos, irregularidades menstruais e alterações de humor, impactando significativamente a qualidade de vida. Fisiologicamente, ocorre uma diminuição gradual da reserva folicular ovariana, resultando em menor produção de estrogênio e progesterona. Em resposta a essa queda hormonal, a hipófise aumenta a secreção de FSH (Hormônio Folículo Estimulante) e LH (Hormônio Luteinizante) na tentativa de estimular os ovários. É crucial entender que os níveis de FSH podem estar elevados mesmo quando a mulher ainda apresenta ciclos menstruais, embora irregulares, indicando o início da transição menopausal. As consequências da deficiência estrogênica são diversas, incluindo aumento do risco cardiovascular, perda de massa óssea (osteoporose devido ao aumento da reabsorção óssea), atrofia urogenital e alterações cognitivas. O manejo do climatério envolve a abordagem dos sintomas e a prevenção de complicações a longo prazo, sendo a terapia hormonal uma opção para muitas mulheres, após avaliação individualizada dos riscos e benefícios.
Os primeiros sinais incluem a elevação dos níveis de FSH, mesmo com ciclos menstruais ainda presentes, devido à diminuição da função ovariana e da produção de inibina.
Ambos FSH e LH se elevam, mas o FSH geralmente tem um aumento mais significativo e precoce, refletindo a tentativa do corpo de estimular os ovários em falência.
O climatério, devido à queda dos níveis de estrogênio, leva a um aumento da reabsorção óssea e, consequentemente, a um maior risco de osteoporose.
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