HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025
A presença de um terceiro bulbo (B3) em pacientes com IAM-ST sugere comprometimento da função ventricular esquerda, frequentemente associado à dilatação aguda.
Ausculta de B3 em IAM-ST = disfunção sistólica do VE com ↑ pressão de enchimento → sinal de insuficiência cardíaca (Killip ≥ II).
A terceira bulha (B3) no contexto de um infarto agudo do miocárdio é um sinal de alarme. Indica que o ventrículo esquerdo está dilatado e com dificuldade de acomodar o volume sanguíneo, refletindo disfunção sistólica e aumento das pressões de enchimento, um marcador de mau prognóstico.
A ausculta cardíaca é uma ferramenta semiológica poderosa na avaliação de pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAM-ST). A presença de bulhas acessórias, como a terceira bulha (B3), fornece informações prognósticas e hemodinâmicas valiosas à beira do leito. A B3, ou ritmo de galope ventricular, é um som de baixa frequência que ocorre no início da diástole, durante a fase de enchimento ventricular rápido. Fisiopatologicamente, sua presença em adultos com cardiopatia isquêmica indica um ventrículo esquerdo com complacência diminuída, dilatado e com pressões de enchimento elevadas. O som é gerado pela vibração da parede ventricular ao receber o fluxo de sangue de forma abrupta. No contexto do IAM-ST, a ausculta de uma B3 é um sinal clínico de disfunção ventricular esquerda sistólica e insuficiência cardíaca aguda. Sua presença classifica o paciente em, no mínimo, Killip II, o que implica um aumento da mortalidade hospitalar. Portanto, a identificação de B3 deve alertar o médico para a necessidade de um manejo mais agressivo da congestão e da disfunção miocárdica.
A presença de uma B3 em um paciente com síndrome coronariana aguda é um forte indicador de disfunção ventricular esquerda significativa e insuficiência cardíaca. Corresponde, no mínimo, à classe funcional II na classificação de Killip, indicando um pior prognóstico.
A identificação de B3 exige uma avaliação imediata da função ventricular e do status hemodinâmico. O manejo deve ser otimizado para insuficiência cardíaca, incluindo diuréticos se houver congestão, vasodilatadores se a pressão arterial permitir, e terapia de reperfusão urgente.
A B3 é um som de baixa frequência, protodiastólico (logo após B2), com cadência que lembra 'KEN-tuc-ky'. A B4 é pré-sistólica (logo antes de B1), com cadência 'ten-nes-SEE'. B3 está associada à disfunção sistólica, e B4 à disfunção diastólica.
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