B3 no Infarto: Sinal de Disfunção Ventricular Esquerda

HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (DF) — Prova 2025

Enunciado

A presença de um terceiro bulbo (B3) em pacientes com IAM-ST sugere comprometimento da função ventricular esquerda, frequentemente associado à dilatação aguda.

Alternativas

  1. A) Certo.
  2. B) Errado.

Pérola Clínica

Ausculta de B3 em IAM-ST = disfunção sistólica do VE com ↑ pressão de enchimento → sinal de insuficiência cardíaca (Killip ≥ II).

Resumo-Chave

A terceira bulha (B3) no contexto de um infarto agudo do miocárdio é um sinal de alarme. Indica que o ventrículo esquerdo está dilatado e com dificuldade de acomodar o volume sanguíneo, refletindo disfunção sistólica e aumento das pressões de enchimento, um marcador de mau prognóstico.

Contexto Educacional

A ausculta cardíaca é uma ferramenta semiológica poderosa na avaliação de pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnivelamento do Segmento ST (IAM-ST). A presença de bulhas acessórias, como a terceira bulha (B3), fornece informações prognósticas e hemodinâmicas valiosas à beira do leito. A B3, ou ritmo de galope ventricular, é um som de baixa frequência que ocorre no início da diástole, durante a fase de enchimento ventricular rápido. Fisiopatologicamente, sua presença em adultos com cardiopatia isquêmica indica um ventrículo esquerdo com complacência diminuída, dilatado e com pressões de enchimento elevadas. O som é gerado pela vibração da parede ventricular ao receber o fluxo de sangue de forma abrupta. No contexto do IAM-ST, a ausculta de uma B3 é um sinal clínico de disfunção ventricular esquerda sistólica e insuficiência cardíaca aguda. Sua presença classifica o paciente em, no mínimo, Killip II, o que implica um aumento da mortalidade hospitalar. Portanto, a identificação de B3 deve alertar o médico para a necessidade de um manejo mais agressivo da congestão e da disfunção miocárdica.

Perguntas Frequentes

O que significa auscultar uma B3 em um paciente com dor torácica aguda?

A presença de uma B3 em um paciente com síndrome coronariana aguda é um forte indicador de disfunção ventricular esquerda significativa e insuficiência cardíaca. Corresponde, no mínimo, à classe funcional II na classificação de Killip, indicando um pior prognóstico.

Qual a conduta ao identificar uma B3 em um paciente com IAM?

A identificação de B3 exige uma avaliação imediata da função ventricular e do status hemodinâmico. O manejo deve ser otimizado para insuficiência cardíaca, incluindo diuréticos se houver congestão, vasodilatadores se a pressão arterial permitir, e terapia de reperfusão urgente.

Como diferenciar clinicamente a B3 da B4 na ausculta?

A B3 é um som de baixa frequência, protodiastólico (logo após B2), com cadência que lembra 'KEN-tuc-ky'. A B4 é pré-sistólica (logo antes de B1), com cadência 'ten-nes-SEE'. B3 está associada à disfunção sistólica, e B4 à disfunção diastólica.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo