Teratoma Sacrococcígeo: Tratamento Cirúrgico Essencial

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2021

Enunciado

Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tratamento de eleição para o teratoma sacrococcígeo, independentemente do tipo histológico.

Alternativas

  1. A) A ressecção do tumor e do cóccix. 
  2. B) A ressecção do tumor, do sacro e do cóccix.
  3. C) A ressecção apenas do tumor.
  4. D) Observação clínica e acompanhamento com níveis séricos de alfa feto proteína e exame ultrassonográfico a cada 3 meses.
  5. E) Observação clínica e acompanhamento com níveis séricos de alfa feto proteína e ressonância magnética.

Pérola Clínica

Teratoma sacrococcígeo → tratamento de eleição é ressecção completa do tumor + cóccix para prevenir recorrência.

Resumo-Chave

O tratamento de eleição para o teratoma sacrococcígeo, independentemente do tipo histológico (benigno ou maligno), é a ressecção cirúrgica completa do tumor, incluindo o cóccix. A remoção do cóccix é crucial para evitar a recorrência do tumor, que pode surgir de células teratomatosas residuais no periósteo coccígeo.

Contexto Educacional

O teratoma sacrococcígeo (TSC) é o tumor congênito mais comum em recém-nascidos, com uma incidência de aproximadamente 1 em 35.000 a 40.000 nascidos vivos. É uma neoplasia de células germinativas que se origina na região sacrococcígea, podendo ser predominantemente externa, interna ou mista. A importância clínica reside no seu potencial de crescimento rápido, compressão de órgãos adjacentes e risco de malignização, especialmente se não tratado precocemente. O diagnóstico é frequentemente pré-natal por ultrassonografia. Após o nascimento, a avaliação inclui exames de imagem (ultrassom, ressonância magnética) para determinar a extensão do tumor e marcadores tumorais como a alfa-fetoproteína (AFP), que pode estar elevada em tumores imaturos ou malignos. A classificação de Altman divide os TSCs em quatro tipos com base na sua localização e extensão. O tratamento de eleição para o teratoma sacrococcígeo é a ressecção cirúrgica completa do tumor, juntamente com a remoção do cóccix. A excisão do cóccix é fundamental para prevenir a recorrência, pois células teratomatosas podem estar presentes no periósteo coccígeo, mesmo em tumores histologicamente benignos. A cirurgia deve ser realizada o mais cedo possível após o diagnóstico, idealmente nos primeiros meses de vida, para minimizar o risco de malignização e complicações. O acompanhamento pós-operatório com AFP é essencial para monitorar a recorrência.

Perguntas Frequentes

Por que a ressecção do cóccix é fundamental no tratamento do teratoma sacrococcígeo?

A ressecção do cóccix é crucial porque o periósteo coccígeo pode conter células teratomatosas microscópicas, mesmo após a remoção macroscópica do tumor. A não remoção do cóccix aumenta significativamente o risco de recorrência do tumor.

O tratamento do teratoma sacrococcígeo varia conforme o tipo histológico?

Não, o tratamento de eleição é a ressecção cirúrgica completa do tumor e do cóccix, independentemente de o tumor ser benigno (maduro) ou maligno (imaturo ou com componentes de tumor de saco vitelino). A abordagem cirúrgica inicial é a mesma.

Quais são os marcadores tumorais importantes no acompanhamento do teratoma sacrococcígeo?

A alfa-fetoproteína (AFP) é o principal marcador tumoral utilizado no acompanhamento. Níveis elevados pré-operatórios podem indicar malignidade, e a persistência ou elevação pós-operatória sugere doença residual ou recorrência.

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