UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2022
Leia o caso clínico a seguir.Uma mulher de 18 anos de idade vem sentindo desconforto pélvico há vários meses. Ao exame ginecológico, há massa anexial direita de 10 cm. A TC do abdome revela que a massa parece ser sólida e circunscrita. Com a remoção cirúrgica, a massa é sólida e branca, com pequenas áreas de necrose. Microscopicamente, contém principalmente células mesenquimais primitivas, juntamente comum pouco de cartilagem, músculo e focos de diferenciação neuroepitelial.Nesse caso, qual é o diagnóstico mais provável?
Massa anexial sólida em jovem com células mesenquimais primitivas e diferenciação neuroepitelial → Teratoma imaturo.
Teratomas imaturos são tumores de células germinativas malignos, mais comuns em jovens, caracterizados pela presença de tecidos imaturos (embrionários), especialmente neuroepitélio, além de outros tecidos como cartilagem e músculo.
O teratoma imaturo do ovário é um tumor de células germinativas maligno que se manifesta predominantemente em mulheres jovens. A apresentação clínica pode incluir dor pélvica, massa abdominal palpável ou sintomas inespecíficos. O diagnóstico diferencial de massas anexiais em pacientes jovens é amplo e inclui cistos funcionais, endometriomas, teratomas maduros e outros tumores de células germinativas. A chave para o diagnóstico do teratoma imaturo reside na análise histopatológica da peça cirúrgica. A presença de tecidos embrionários ou fetais imaturos, especialmente o neuroepitélio imaturo (rosetas e túbulos neurais), é patognomônica. A graduação do tumor é baseada na quantidade de neuroepitélio imaturo presente. A descrição do caso clínico, com massa sólida, branca, com necrose e microscopicamente contendo células mesenquimais primitivas, cartilagem, músculo e focos de diferenciação neuroepitelial, é clássica para o teratoma imaturo. O tratamento primário é cirúrgico, com estadiamento completo. A quimioterapia adjuvante pode ser indicada dependendo do estágio e grau do tumor. Residentes devem estar aptos a reconhecer os achados clínicos e patológicos que sugerem este diagnóstico para garantir um manejo adequado e oportuno, que é crucial para o prognóstico dessas pacientes.
O teratoma imaturo é caracterizado pela presença de tecidos embrionários ou fetais imaturos, sendo o componente neuroepitelial imaturo o mais comum e importante para o diagnóstico. Pode haver também cartilagem, músculo e outros tecidos em diferentes estágios de diferenciação.
Teratomas imaturos são mais comuns em mulheres jovens, geralmente na segunda e terceira décadas de vida, embora possam ocorrer em qualquer idade reprodutiva. São tumores de células germinativas que representam uma pequena porcentagem dos tumores ovarianos.
Embora o diagnóstico definitivo seja histopatológico, marcadores como alfa-fetoproteína (AFP) e CA-125 podem estar elevados em alguns casos de teratoma imaturo, auxiliando no acompanhamento da resposta ao tratamento e na detecção de recidivas, mas não são específicos para o diagnóstico inicial.
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