SES-GO - Secretaria de Estado de Saúde de Goiás — Prova 2023
Leia o caso clínico: uma mulher de 18 anos de idade vem sentindo desconforto pélvico há vários meses. Ao exame ginecológico, há massa anexial direita de 10cm. A TC do abdome revela que a massa parece ser sólida e circunscrita. Com a remoção cirúrgica, a massa é sólida e branca, com pequenas áreas de necrose. Microscopicamente, contém principalmente células mesenquimais primitivas, juntamente com um pouco de cartilagem, músculo e focos de diferenciação neuroepitelial.Qual é o diagnóstico mais provável?
Teratoma imaturo: massa anexial sólida em jovem, com diferenciação de tecidos imaturos (neuroepitélio, cartilagem, mesênquima).
O teratoma imaturo é um tumor de células germinativas que ocorre predominantemente em mulheres jovens. Sua característica histopatológica distintiva é a presença de tecidos imaturos derivados das três camadas germinativas, com destaque para o neuroepitélio imaturo, que é o componente mais importante para o diagnóstico e graduação.
O teratoma imaturo é um tumor maligno de células germinativas do ovário, que acomete principalmente mulheres jovens, geralmente na segunda e terceira décadas de vida. É uma condição importante na ginecologia oncológica devido ao seu potencial maligno e à necessidade de manejo específico. O diagnóstico precoce e a compreensão de suas características são cruciais para um bom prognóstico. Clinicamente, pode se manifestar como uma massa pélvica palpável, dor abdominal ou ser um achado incidental. Macroscopicamente, são tumores sólidos, muitas vezes com áreas de necrose e hemorragia. A chave para o diagnóstico é a análise histopatológica, que revela a presença de tecidos imaturos derivados das três camadas germinativas (ectoderma, mesoderma e endoderma), sendo o componente neuroepitelial imaturo o mais relevante para a graduação e prognóstico. O tratamento primário é cirúrgico, com estadiamento completo, seguido por quimioterapia adjuvante em muitos casos, dependendo do estágio e grau do tumor. O prognóstico está diretamente relacionado ao grau de imaturidade e ao estágio da doença. Residentes devem estar aptos a reconhecer o quadro clínico e as características histopatológicas para o manejo adequado.
Geralmente se apresenta como uma massa anexial palpável em mulheres jovens, podendo causar dor pélvica, distensão abdominal ou ser assintomático e descoberto incidentalmente.
A presença de tecidos imaturos derivados das três camadas germinativas, com ênfase na diferenciação neuroepitelial imatura, é o achado mais crítico para o diagnóstico.
Diferencia-se do disgerminoma pela presença de múltiplos tecidos e do tumor do seio endodérmico pela ausência de estruturas de Schiller-Duval e marcadores como alfa-fetoproteína elevada como principal característica.
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