SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2023
Considerando a imagem acima, assinale a alternativa que apresenta uma alteração ultrassonográfica que pode se associar aos teratomas cervicais.
Teratoma cervical fetal → compressão esofágica → polidrâmnio e/ou ausência/redução da bolha gástrica.
Teratomas cervicais fetais podem ser grandes e comprimir estruturas adjacentes, como o esôfago. Essa compressão impede o feto de deglutir o líquido amniótico, resultando em polidrâmnio e, consequentemente, na redução ou ausência da bolha gástrica visível na ultrassonografia.
Teratomas cervicais fetais são tumores congênitos raros, mas potencialmente graves, que se originam de células germinativas pluripotentes e podem conter tecidos de todas as três camadas germinativas. Eles são tipicamente massas heterogêneas localizadas no pescoço do feto, podendo variar em tamanho e composição. O diagnóstico precoce por ultrassonografia pré-natal é crucial para o planejamento do manejo. A fisiopatologia dos teratomas cervicais está relacionada ao seu crescimento e localização. Massas grandes podem comprimir estruturas vitais no pescoço fetal, como a traqueia e o esôfago. A compressão esofágica impede a deglutição normal do líquido amniótico pelo feto, levando ao desenvolvimento de polidrâmnio. Consequentemente, a bolha gástrica, que normalmente é visível na ultrassonografia como um indicativo de deglutição, pode estar reduzida ou ausente. O manejo de teratomas cervicais fetais é complexo e multidisciplinar. O prognóstico depende do tamanho do tumor, da presença de hidropsia fetal e da extensão da compressão das vias aéreas. Em casos graves, pode ser necessária intervenção intrauterina ou um procedimento EXIT (Ex Utero Intrapartum Treatment) para garantir a via aérea do recém-nascido imediatamente após o parto. O acompanhamento pós-natal inclui ressecção cirúrgica do tumor e monitoramento para recorrência.
Um teratoma cervical fetal se apresenta como uma massa heterogênea no pescoço do feto, com componentes císticos e sólidos. Achados associados incluem polidrâmnio devido à compressão esofágica e, consequentemente, redução ou ausência da bolha gástrica.
O polidrâmnio ocorre porque a massa do teratoma pode comprimir o esôfago fetal, impedindo a deglutição normal do líquido amniótico pelo feto. Isso leva a um acúmulo excessivo de líquido amniótico no útero.
As complicações incluem obstrução das vias aéreas fetais, compressão esofágica com polidrâmnio e hidropsia fetal. Após o nascimento, pode haver dificuldade respiratória grave e necessidade de intervenção cirúrgica imediata.
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