UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Durante a gravidez, as mudanças fisiológicas têm o potencial de alterar a excitabilidade neuronal e o limiar convulsivo. Gestantes portadoras de epilepsia podem apresentar piora da doença, e o uso de anticonvulsivantes deve ser considerado para diminuir a gravidade da epilepsia apesar de apresentarem possíveis efeitos teratogênicos. Quais potenciais complicações PODEMOS associar aos anticonvulsivantes listados abaixo?
Valproato na gravidez → alto risco teratogênico (defeitos tubo neural, hipospadia, pé torto, perdas).
O valproato é um anticonvulsivante com alto potencial teratogênico, associado a diversas malformações congênitas, incluindo defeitos do tubo neural, hipospadia e pé torto congênito, além de aumentar o risco de perdas gestacionais. Seu uso na gravidez deve ser evitado sempre que possível.
A gravidez em mulheres com epilepsia apresenta desafios únicos, pois as mudanças fisiológicas podem alterar a farmacocinética dos anticonvulsivantes (ACs) e o limiar convulsivo. A escolha do AC ideal deve equilibrar o controle das crises maternas com o menor risco teratogênico para o feto. O valproato (ácido valproico) é conhecido por seu alto potencial teratogênico, associado a um risco significativamente maior de defeitos do tubo neural (como espinha bífida), hipospadia, pé torto congênito, fenda palatina, malformações cardíacas e atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor. Também aumenta o risco de perdas gestacionais. Outros ACs, como carbamazepina e fenobarbital, também possuem riscos teratogênicos, mas geralmente menores que o valproato. Topiramato está associado a risco de fenda labial/palatina. A decisão sobre o tratamento deve ser individualizada, preferindo-se a monoterapia com a menor dose eficaz do AC de menor risco, idealmente antes da concepção, e suplementação com ácido fólico em doses elevadas.
O valproato está associado a um alto risco de defeitos do tubo neural (espinha bífida), hipospadia, pé torto congênito, fenda palatina, malformações cardíacas e atrasos no desenvolvimento neuropsicomotor, além de perdas gestacionais.
Anticonvulsivantes como lamotrigina e levetiracetam são geralmente considerados com menor risco teratogênico, mas a escolha deve ser individualizada, buscando a monoterapia com a menor dose eficaz.
O manejo ideal envolve aconselhamento pré-concepcional, revisão da medicação para otimizar o controle das crises com o menor risco teratogênico, e suplementação com ácido fólico em doses elevadas (4-5 mg/dia) antes e durante a gravidez.
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