UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2023
A terapia transfusional requer indicações e cuidados específicos, inclusive com riscos e complicações quando indicada. Nesse sentido, é correto afirmar sobre a TRALI (Transfusion Related Acute Lung Injury):
TRALI = Lesão pulmonar aguda pós-transfusão. Fatores de risco para SDRA preexistentes → 'possível TRALI'.
A TRALI é uma complicação grave da transfusão, caracterizada por lesão pulmonar aguda. É crucial diferenciar TRALI de outras causas de SDRA. A presença de fatores de risco para SDRA antes da transfusão não exclui TRALI, mas a classifica como 'possível TRALI' segundo os critérios atuais.
A TRALI (Transfusion Related Acute Lung Injury) é uma das complicações transfusionais mais graves e uma das principais causas de mortalidade relacionada à transfusão. É caracterizada por um início agudo de insuficiência respiratória hipoxêmica e infiltrados pulmonares bilaterais, que se desenvolvem dentro de 6 horas após a transfusão de um produto sanguíneo. A fisiopatologia da TRALI envolve uma interação complexa entre anticorpos anti-HLA ou anti-neutrófilos presentes no plasma doador e leucócitos do receptor, levando à ativação e sequestro de neutrófilos na microvasculatura pulmonar, com consequente liberação de mediadores inflamatórios e aumento da permeabilidade capilar pulmonar, resultando em edema pulmonar não cardiogênico. O diagnóstico de TRALI é clínico e de exclusão. É crucial diferenciar TRALI de outras causas de SDRA. De acordo com os critérios de Berlim para SDRA, se fatores de risco para SDRA já estiverem presentes antes da transfusão, o evento é classificado como 'possível TRALI', mas a transfusão ainda é considerada um gatilho potencial. A notificação ao banco de sangue é essencial para investigar o doador e prevenir futuros eventos.
TRALI é definida por hipoxemia aguda, infiltrados pulmonares bilaterais na radiografia de tórax, ausência de evidência de insuficiência cardíaca ou sobrecarga volêmica, e início dentro de 6 horas da transfusão.
A principal diferenciação é o temporal (início em 6 horas pós-transfusão) e a ausência de outros fatores de risco para SDRA ou, se presentes, a classificação como 'possível TRALI' se a transfusão for o único fator novo.
Fatores de risco incluem transfusão de plasma ou plaquetas de doadores multíparas ou com histórico de transfusão prévia, e condições clínicas do receptor como sepse, trauma, cirurgia recente e inflamação.
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