PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2024
Paciente, 75 anos de idade, sexo masculino, história prévia de infarto anterior extenso e quadro clínico atual compatível com insuficiência cardíaca de classe funcional III. (NYHA). O eletrocardiograma de 12 derivações revela a presença de bloqueio do ramo esquerdo, com duração do QRS igual a 160 ms, e o ecocardiograma transtorácico mostra uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo de 28%.Qual terapia de estimulação elétrica é considerada apropriada, de acordo com ensaios clínicos randomizados de alto nível de evidência científica, para a redução da morbi-mortalidade no paciente em questão?
IC + LVEF ≤ 35% + BRE + QRS ≥ 150ms → Ressincronização Cardíaca (Classe IA).
A TRC melhora a eficiência mecânica do VE ao corrigir o dissincronismo intraventricular causado pelo BRE, reduzindo mortalidade e hospitalizações em pacientes selecionados.
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) frequentemente cursa com distúrbios de condução intraventricular. O bloqueio de ramo esquerdo (BRE) com QRS ≥ 150ms é o preditor mais forte de resposta clínica e ecocardiográfica à terapia de ressincronização cardíaca (TRC). Ensaios clínicos pivotais, como o COMPANION e o RAFT, demonstraram que a estimulação biventricular reduz desfechos duros. A técnica envolve o posicionamento de um eletrodo no ventrículo direito e outro, através do seio coronário, na parede lateral ou posterolateral do ventrículo esquerdo, permitindo uma ativação ventricular mais síncrona e eficiente.
Os critérios principais incluem: insuficiência cardíaca sintomática (NYHA II-IV) apesar de tratamento clínico otimizado, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 35%, ritmo sinusal e presença de Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) com QRS ≥ 150ms (recomendação Classe IA).
A TRC promove o remodelamento reverso do ventrículo esquerdo, melhora a classe funcional, aumenta a capacidade de exercício, aumenta a FEVE e reduz significativamente a mortalidade total e as taxas de hospitalização por insuficiência cardíaca.
O BRE gera um atraso eletromecânico clássico na parede lateral do VE. A TRC, ao estimular simultaneamente o septo (via eletrodo de VD) e a parede lateral (via eletrodo de VE no seio coronário), corrige especificamente esse padrão de dissincronia, o que não ocorre de forma tão eficaz em outros bloqueios.
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