SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2021
No que se refere à terapia de ressincronização cardíaca, pacientes com bloqueio de ramo direito podem apresentar um provável benefício no caso de
TRC em BRD atípico com QRS > 180 ms pode beneficiar pacientes selecionados com IC e FE reduzida.
Embora a TRC seja mais indicada para Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) com QRS largo, em pacientes com Bloqueio de Ramo Direito (BRD) e insuficiência cardíaca, o benefício é menos claro e geralmente restrito a casos com QRS muito alargado (>180 ms) e morfologia atípica, sugerindo um atraso de condução mais difuso.
A Terapia de Ressincronização Cardíaca (TRC) é um tratamento estabelecido para pacientes com insuficiência cardíaca (IC) sintomática, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) reduzida e dessincronia ventricular, geralmente manifestada por um QRS alargado no eletrocardiograma. A TRC melhora os sintomas, a capacidade funcional e reduz a morbimortalidade nesses pacientes, principalmente naqueles com Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE) típico e QRS > 150 ms. No entanto, o papel da TRC em pacientes com Bloqueio de Ramo Direito (BRD) é menos claro e as evidências são menos robustas. Enquanto o BRE causa uma dessincronia significativa entre os ventrículos, o BRD, por si só, não gera o mesmo grau de dessincronia que a TRC visa corrigir. Para pacientes com BRD, as diretrizes geralmente recomendam a TRC apenas em casos muito selecionados, que apresentam QRS extremamente alargado (tipicamente > 150 ms, e em algumas situações > 180 ms) e uma morfologia atípica, que pode indicar um atraso de condução mais difuso e não apenas o padrão clássico de BRD. É fundamental que residentes e cardiologistas compreendam essas nuances para indicar corretamente a TRC, evitando procedimentos desnecessários e otimizando os resultados clínicos. A avaliação cuidadosa da morfologia e duração do QRS, juntamente com a gravidade da insuficiência cardíaca, é crucial para a tomada de decisão em pacientes com BRD.
As principais indicações para TRC são pacientes com insuficiência cardíaca sintomática, fração de ejeção do ventrículo esquerdo reduzida (FEVE ≤ 35%), ritmo sinusal e QRS alargado, especialmente com morfologia de Bloqueio de Ramo Esquerdo (BRE).
O benefício da TRC é menor no BRD porque a ativação ventricular no BRD já é relativamente mais sincronizada do que no BRE. A TRC visa corrigir a dessincronia, que é mais pronunciada e prejudicial no BRE.
Em pacientes com BRD, a TRC pode ser considerada em casos selecionados com insuficiência cardíaca, FEVE reduzida e QRS muito alargado (geralmente >150 ms, ou até >180 ms em algumas diretrizes), especialmente se a morfologia for atípica, sugerindo um atraso de condução mais global.
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