UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2022
Mulher de 53 anos comparece à consulta, informando parada espontânea da menstruação com sintomas de fogachos há dois anos. Relata ter desejo de iniciar terapia de reposição hormonal. Trouxe mamografia com laudo de categoria BI-RADS 2. É diabética com controle glicêmico adequado (hemoglobina glicada < 7), sem outras comorbidades. Nesse caso, deve-se recomendar utilização de:
Mulher com útero intacto e menopausa → TRH = estrogênio + progestogênio sistêmico para proteção endometrial.
Em mulheres com útero intacto, a terapia de reposição hormonal (TRH) deve incluir estrogênio e progestogênio. O progestogênio é essencial para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer endometrial induzidos pelo estrogênio isolado.
A menopausa é um marco biológico na vida da mulher, caracterizada pela cessação permanente da menstruação, geralmente após os 40 anos. Os sintomas do climatério, como fogachos, suores noturnos e atrofia urogenital, podem impactar significativamente a qualidade de vida, levando à consideração da terapia de reposição hormonal (TRH). A TRH é uma opção terapêutica eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa. Para mulheres com útero intacto, a combinação de estrogênio e progestogênio é fundamental. O estrogênio trata os sintomas, enquanto o progestogênio protege o endométrio da proliferação excessiva induzida pelo estrogênio, prevenindo o risco de hiperplasia e câncer endometrial. A decisão de iniciar a TRH deve ser individualizada, considerando os benefícios e riscos, a idade da mulher, o tempo desde a menopausa e a presença de comorbidades. A mamografia BI-RADS 2 na paciente indica ausência de achados suspeitos, e o diabetes bem controlado não é uma contraindicação absoluta, permitindo a consideração da TRH combinada.
O estrogênio isolado estimula o crescimento do endométrio, aumentando o risco de hiperplasia e câncer endometrial. O progestogênio antagoniza esse efeito, protegendo o endométrio.
A TRH é indicada principalmente para o alívio de sintomas vasomotores (fogachos, suores noturnos) e atrofia urogenital moderados a graves, além da prevenção de osteoporose em mulheres de alto risco.
As contraindicações incluem câncer de mama ou endométrio atual ou prévio, sangramento vaginal inexplicado, doença tromboembólica ativa (TVP/TEP), doença hepática grave e doença cardiovascular ativa (IAM/AVC recente).
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