HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2020
São contraindicações para uso de terapia de reposição hormonal em mulheres após menopausa
TRH é contraindicada em doenças hepáticas ativas, histórico de câncer de endométrio e tromboembolismo prévio.
A terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa possui contraindicações absolutas importantes devido aos riscos associados. Doenças hepáticas ativas comprometem o metabolismo hormonal, histórico de câncer de endométrio (e mama) pode ser estrogênio-dependente, e eventos tromboembólicos prévios aumentam o risco de novos eventos.
A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma opção terapêutica para mulheres na menopausa que apresentam sintomas vasomotores intensos e outros sintomas relacionados à deficiência estrogênica, como atrofia urogenital. Embora eficaz na melhora da qualidade de vida, a TRH não é isenta de riscos e possui contraindicações bem estabelecidas que devem ser rigorosamente avaliadas antes de sua prescrição. A compreensão dessas contraindicações é fundamental para a segurança da paciente e para a prática clínica do residente. Entre as contraindicações absolutas, destacam-se as doenças hepáticas ativas, pois o fígado desempenha um papel crucial no metabolismo dos hormônios esteroides. A disfunção hepática pode levar ao acúmulo de hormônios e metabólitos, exacerbando a doença hepática ou causando efeitos adversos sistêmicos. O histórico de câncer de endométrio (e também de câncer de mama estrogênio-dependente) é outra contraindicação importante, visto que a exposição hormonal pode estimular a recorrência ou progressão da doença. Adicionalmente, o tromboembolismo pulmonar prévio ou qualquer histórico de evento tromboembólico (como trombose venosa profunda) constitui uma contraindicação absoluta. A TRH, particularmente com estrogênios orais, aumenta o risco de eventos tromboembólicos, e pacientes com histórico prévio já possuem uma predisposição, elevando significativamente o risco de novos episódios. A avaliação cuidadosa do perfil de risco-benefício e a exclusão de contraindicações são passos indispensáveis na decisão de iniciar ou manter a TRH.
O fígado é o principal local de metabolismo dos hormônios esteroides. Doenças hepáticas ativas podem comprometer esse metabolismo, levando ao acúmulo de hormônios e toxicidade, ou exacerbar a doença hepática.
O estrogênio sem oposição da progesterona pode estimular o crescimento do endométrio, aumentando o risco de hiperplasia e câncer. Pacientes com histórico de câncer de endométrio (ou mama) têm risco aumentado de recorrência ou progressão com TRH.
A TRH, especialmente com estrogênios orais, aumenta o risco de eventos tromboembólicos, como trombose venosa profunda e tromboembolismo pulmonar. Portanto, um histórico prévio é uma contraindicação absoluta devido ao risco de recorrência.
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