Reposição Hormonal na Menopausa: Riscos e Benefícios

AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022

Enunciado

Sobre a reposição hormonal em mulheres no climatério e na pós menopausa, assinale a opção correta.I - Há aumento do risco de doença cardiovascular quando administrada em menopáusicas de mais idade e não em mulheres em fase de climatério recente.II - O uso a longo prazo mostra benefício no risco de câncer anorretal.III - Um dos benefícios identificados no uso em longo prazo é a melhora da densidade mineral óssea e a redução de fraturas.

Alternativas

  1. A) As afirmativas I e II são verdadeiras. A afirmativa III é falsa. 
  2. B) As afirmativas I e III são verdadeiras. A afirmativa II é falsa.
  3. C) As afirmativas II e III são verdadeiras. A afirmativa I é falsa. 
  4. D) As afirmativas I, II e III são verdadeiras. 
  5. E)  As afirmativas I, II e III são falsas.

Pérola Clínica

TRH na menopausa: ↑ risco DCV em >60a ou >10 anos pós-menopausa; ↓ risco câncer anorretal; ↑ DMO e ↓ fraturas.

Resumo-Chave

A terapia de reposição hormonal (TRH) na menopausa tem um perfil complexo de riscos e benefícios. O risco cardiovascular aumenta em mulheres mais velhas ou com mais tempo de pós-menopausa. Há evidências de redução do risco de câncer colorretal e melhora da densidade mineral óssea, prevenindo fraturas.

Contexto Educacional

A terapia de reposição hormonal (TRH) é um tema complexo e de grande relevância na saúde da mulher no climatério e pós-menopausa. Sua indicação e manejo exigem uma avaliação individualizada dos riscos e benefícios, considerando a idade da paciente, o tempo desde a menopausa, a presença de comorbidades e as preferências pessoais. A compreensão dos efeitos da TRH sobre diferentes sistemas orgânicos é crucial para a prática clínica e para a tomada de decisões informadas. Em relação ao risco cardiovascular, a evidência atual sugere uma 'janela de oportunidade'. Mulheres que iniciam a TRH mais cedo na menopausa (geralmente antes dos 60 anos ou nos primeiros 10 anos pós-menopausa) podem ter um perfil de risco cardiovascular mais favorável, ou até mesmo um benefício, enquanto o início tardio da TRH está associado a um aumento do risco de eventos cardiovasculares. Isso se deve, em parte, à condição basal do sistema vascular no momento do início da terapia. Além disso, a TRH tem demonstrado benefícios importantes na prevenção da osteoporose e redução de fraturas, sendo uma das indicações primárias para mulheres com sintomas vasomotores e risco de perda óssea. Quanto ao câncer, a TRH combinada (estrogênio e progesterona) tem sido associada a uma redução do risco de câncer colorretal, embora aumente o risco de câncer de mama e, no caso de estrogênio isolado em útero intacto, de câncer de endométrio. Portanto, a afirmativa I, II e III são consideradas verdadeiras no contexto atual das evidências.

Perguntas Frequentes

Como a idade e o tempo de menopausa afetam o risco cardiovascular na TRH?

O risco cardiovascular da TRH é maior em mulheres que iniciam a terapia mais tarde (geralmente >60 anos) ou mais de 10 anos após o início da menopausa. Em mulheres mais jovens (<60 anos) ou que iniciam a TRH nos primeiros 10 anos de menopausa, o risco é menor e pode haver até um benefício cardiovascular.

A TRH oferece proteção contra algum tipo de câncer?

Sim, estudos indicam que a TRH, especialmente a terapia combinada de estrogênio e progesterona, pode reduzir o risco de câncer colorretal. No entanto, é importante notar que a TRH aumenta o risco de câncer de mama e, em alguns casos, de câncer de endométrio (se o estrogênio não for contrabalanceado pela progesterona).

Qual o impacto da TRH na saúde óssea e prevenção de fraturas?

A TRH é eficaz na prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa, melhorando a densidade mineral óssea e reduzindo significativamente o risco de fraturas vertebrais e não vertebrais. Este é um dos benefícios mais consistentes e bem estabelecidos da terapia.

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