CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente 55 anos, no climatério há 2 anos, deseja fazer uso de terapia de reposição hormonal. Devido ao aumento significativo do risco de doenças crônicas, neoplasias e doenças cardiovasculares neste período, em especial durante a terapia de reposição hormonal, devem ser solicitados de rotina, EXCETO:
TRH no climatério → exames de rastreamento (mamografia, USG pélvica, lipidograma) são rotina; dosagem hormonal não.
Antes de iniciar a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) no climatério, é fundamental realizar uma avaliação completa para rastrear riscos e condições pré-existentes. Exames como mamografia, ultrassonografia pélvica e lipidograma são essenciais para avaliar mamas, endométrio e perfil cardiovascular, respectivamente. A dosagem de FSH, LH e estrogênio, embora útil para confirmar o climatério, não é um exame de rotina para rastreamento de riscos associados à TRH ou para monitoramento da terapia em si, uma vez que a decisão de iniciar a TRH é clínica.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é uma opção terapêutica para mulheres no climatério que apresentam sintomas vasomotores e outros desconfortos que afetam a qualidade de vida. A decisão de iniciar a TRH deve ser individualizada, considerando os benefícios no alívio dos sintomas e a prevenção de osteoporose, versus os riscos potenciais, como aumento da incidência de câncer de mama, eventos tromboembólicos e, em algumas populações, eventos cardiovasculares. É crucial uma avaliação rigorosa antes do início da terapia. A avaliação pré-TRH inclui uma anamnese detalhada, exame físico completo e exames complementares de rastreamento. Mamografia e ultrassonografia pélvica são essenciais para excluir patologias mamárias e endometriais. O lipidograma avalia o perfil de risco cardiovascular. A dosagem de FSH, LH e estrogênio, embora confirme o estado de climatério, não é um exame de rotina para rastreamento de riscos ou para guiar a decisão de iniciar ou manter a TRH, que é primariamente clínica e baseada nos sintomas e na janela de oportunidade. O acompanhamento de pacientes em TRH deve ser contínuo, com reavaliações periódicas dos riscos e benefícios. A duração da terapia deve ser a menor possível para controle dos sintomas, e a via de administração e tipo de hormônio devem ser cuidadosamente escolhidos. A educação da paciente sobre os riscos e benefícios é fundamental para a adesão e segurança do tratamento.
Antes da TRH, são indispensáveis mamografia para rastreamento de câncer de mama, ultrassonografia pélvica para avaliação endometrial e ovariana, e lipidograma para perfil cardiovascular.
A dosagem hormonal não é rotina porque o diagnóstico de climatério é clínico e a decisão de TRH baseia-se nos sintomas e riscos, não nos níveis hormonais para monitoramento da terapia.
Os principais riscos incluem aumento do risco de câncer de mama, eventos tromboembólicos e, em alguns casos, eventos cardiovasculares, dependendo do tipo de hormônio e via de administração.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo