Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
Paciente com 43 anos apresentando falência ovariana prematura. Nos últimos 3 meses vem apresentando queixa de ondas de calor, sudorese noturna, dispareunia e insônia. Qual das situações citadas abaixo está associada com a terapia de reposição estrogênica?
TRH em falência ovariana prematura < 60 anos → ↓ risco cardiovascular e osteoporose.
Em mulheres com falência ovariana prematura, a terapia de reposição estrogênica, especialmente se iniciada antes dos 60 anos ou dentro de 10 anos da menopausa, está associada a um menor risco de doença cardiovascular e osteoporose, além de aliviar os sintomas vasomotores e geniturinários.
A falência ovariana prematura (FOP), definida como a perda da função ovariana antes dos 40 anos, acarreta uma série de sintomas climatéricos e riscos à saúde a longo prazo, como doença cardiovascular e osteoporose, devido à deficiência estrogênica prolongada. A terapia de reposição hormonal (TRH) é a principal abordagem para manejar esses sintomas e mitigar os riscos associados. A fisiopatologia da FOP envolve a exaustão ou disfunção folicular, resultando em baixos níveis de estrogênio. A TRH, ao repor o estrogênio, alivia sintomas como ondas de calor, sudorese noturna, dispareunia e insônia. Em mulheres jovens com FOP, a TRH é particularmente benéfica, pois a deficiência estrogênica prolongada aumenta significativamente o risco cardiovascular e de osteoporose. Estudos indicam que, quando iniciada precocemente (antes dos 60 anos ou dentro de 10 anos da menopausa), a TRH pode ter um efeito protetor cardiovascular. É importante notar que a TRH com estrogênio isolado aumenta o risco de câncer de endométrio em mulheres com útero, sendo necessária a adição de progesterona para proteção endometrial. O risco de câncer de mama com TRH combinada é um tema complexo, mas em mulheres jovens com FOP, os benefícios geralmente superam os riscos até a idade média da menopausa natural (cerca de 50-52 anos). A decisão sobre a TRH deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para cada paciente.
Em mulheres jovens com falência ovariana prematura, a TRH pode reduzir o risco de doença cardiovascular, osteoporose, além de aliviar sintomas vasomotores, dispareunia e melhorar a qualidade de vida.
Sim, a terapia estrogênica isolada aumenta o risco de câncer de endométrio. Por isso, em mulheres com útero, a TRH deve incluir progesterona para proteger o endométrio.
As contraindicações incluem câncer de mama ou endométrio ativo, doença tromboembólica ativa, sangramento vaginal inexplicado, doença hepática grave e histórico de AVC ou infarto do miocárdio recente.
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