UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2022
Mulher de 49 anos queixando-se de fogachos e sudorese noturna, todos os dias, há 3 meses. Nega outras queixas. Há cerca de 1 ano os ciclos menstruais duram de 40 a 45 dias. Relata os seguintes diagnósticos prévios em tratamento: hipertensão arterial sistêmica, hipotireoidismo e lúpus eritematoso sistêmico, todos devidamente controlados. Mamografia, colpocitologia oncótica e ultrassonografia transvaginal estão normais. Sobre a terapia de reposição hormonal para esta paciente é correto afirmar que:
Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma contraindicação ABSOLUTA para Terapia de Reposição Hormonal (TRH) devido ao risco de exacerbação da doença.
O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma contraindicação absoluta para a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) devido ao potencial de exacerbação da atividade da doença autoimune pelos hormônios exógenos, especialmente estrogênios, e ao aumento do risco trombótico já presente em pacientes com LES.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é uma opção eficaz para o alívio dos sintomas vasomotores (fogachos, sudorese noturna) e outros sintomas da menopausa, melhorando a qualidade de vida de muitas mulheres. No entanto, sua indicação deve ser cuidadosamente avaliada, considerando os riscos e benefícios individuais. Existem contraindicações absolutas e relativas para a TRH. Entre as absolutas, destacam-se o câncer de mama, câncer endometrial, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa e doença hepática grave. O Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), mesmo que controlado, é considerado uma contraindicação absoluta devido ao potencial de exacerbação da atividade da doença autoimune pelos hormônios exógenos e ao risco aumentado de eventos tromboembólicos, que já é uma preocupação significativa em pacientes com LES. Para pacientes com contraindicações à TRH, ou aquelas que preferem não utilizá-la, existem diversas opções de tratamento não hormonal para os sintomas da menopausa. Estas incluem modificações no estilo de vida, como exercícios físicos e dieta balanceada, e medicamentos como inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou norepinefrina (IRSN), gabapentina e clonidina, que podem ser eficazes no controle dos fogachos.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama, câncer endometrial, sangramento vaginal não diagnosticado, doença tromboembólica ativa, doença hepática grave, e lúpus eritematoso sistêmico ativo ou com alto risco trombótico.
O LES é uma contraindicação devido ao potencial de exacerbação da atividade da doença pelos estrogênios e ao aumento do risco de eventos tromboembólicos, que já é elevado em pacientes lúpicas, tornando a TRH insegura.
Alternativas incluem mudanças no estilo de vida (exercícios, dieta), técnicas de relaxamento, evitar gatilhos (cafeína, álcool), e terapias complementares como fitoterápicos (com cautela e orientação médica) ou acupuntura, além de medicamentos não hormonais.
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