HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025
Abordar o climatério exige novos conhecimentos, novos entendimentos e novas abordagens. Cabe ao médico, diagnosticar e tratar de forma prudente, com base em informações científicas atuais.Sobre a terapia de reposição hormonal no climatério e seus riscos cardiovasculares, assinale a alternativa correta.
História de TEV prévio = contraindicação formal à TRH sistêmica no climatério.
A terapia de reposição hormonal (TRH) no climatério possui contraindicações absolutas devido aos riscos cardiovasculares e tromboembólicos. Uma história prévia de tromboembolismo venoso (TEV) é uma contraindicação formal, pois a TRH, especialmente a via oral, aumenta o risco de novos eventos trombóticos.
O climatério é um período de transição na vida da mulher, marcado pela diminuição da função ovariana e, eventualmente, pela menopausa. A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma opção eficaz para aliviar sintomas vasomotores e geniturinários, além de prevenir a osteoporose. No entanto, sua indicação deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios, especialmente os cardiovasculares e tromboembólicos. A relação entre TRH e riscos cardiovasculares é complexa. Embora a TRH não seja indicada para prevenção primária de doenças cardiovasculares, seu uso em mulheres jovens (até 10 anos pós-menopausa ou <60 anos) pode ter um perfil de risco mais favorável. Contudo, a história de tromboembolismo venoso (TEV) prévio, acidente vascular cerebral (AVC) ou doença arterial coronariana estabelecida são contraindicações formais para a TRH sistêmica, devido ao aumento do risco de eventos trombóticos. É crucial diferenciar as vias de administração: a TRH oral tem maior impacto nos fatores de coagulação hepáticos, aumentando o risco de TEV em comparação com a via transdérmica. Mulheres com hipertensão arterial crônica controlada podem ser candidatas à TRH, mas com monitoramento rigoroso. O estrogênio tópico vaginal, por ter absorção sistêmica mínima, possui um perfil de segurança mais favorável e pode ser usado para sintomas geniturinários em pacientes com contraindicações à TRH sistêmica. Residentes devem dominar essas nuances para uma prescrição segura e eficaz.
As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença hepática aguda, histórico de tromboembolismo venoso (TEV) ou arterial (AVC, IAM), e porfiria.
Não. A TRH oral está associada a um risco maior de tromboembolismo venoso (TEV) em comparação com a via transdérmica, devido ao efeito de primeira passagem hepática que modula a síntese de fatores de coagulação.
Não, a TRH não é recomendada para prevenção primária ou secundária de doenças cardiovasculares. Estudos mostraram que, em algumas populações, pode até aumentar o risco de eventos cardiovasculares, especialmente se iniciada muitos anos após a menopausa.
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