Terapia de Reposição Hormonal: Riscos e Contraindicações

HR Presidente Prudente - Hospital Regional de Presidente Prudente (SP) — Prova 2025

Enunciado

Abordar o climatério exige novos conhecimentos, novos entendimentos e novas abordagens. Cabe ao médico, diagnosticar e tratar de forma prudente, com base em informações científicas atuais.Sobre a terapia de reposição hormonal no climatério e seus riscos cardiovasculares, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Em mulheres sem doenças cardiovasculares, exerce fator protetor quando administrada 10 anos após a menopausa.
  2. B) Em mulheres com história de acidente vascular cerebral, sua administração deve ser incentivada nos primeiros 3 anos de pós-menopausa.
  3. C) A terapia hormonal via oral diminuiu os riscos de fenômenos tromboembólicos venosos em comparação com outras vias de administração.
  4. D) História de tromboembolismo venoso prévio é contraindicação formal para o uso de terapia hormonal.
  5. E) Mulheres com hipertensão arterial crônica controlada podem receber terapia de reposição hormonal apenas com estrogênio tópico via vaginal.

Pérola Clínica

História de TEV prévio = contraindicação formal à TRH sistêmica no climatério.

Resumo-Chave

A terapia de reposição hormonal (TRH) no climatério possui contraindicações absolutas devido aos riscos cardiovasculares e tromboembólicos. Uma história prévia de tromboembolismo venoso (TEV) é uma contraindicação formal, pois a TRH, especialmente a via oral, aumenta o risco de novos eventos trombóticos.

Contexto Educacional

O climatério é um período de transição na vida da mulher, marcado pela diminuição da função ovariana e, eventualmente, pela menopausa. A terapia de reposição hormonal (TRH) é uma opção eficaz para aliviar sintomas vasomotores e geniturinários, além de prevenir a osteoporose. No entanto, sua indicação deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios, especialmente os cardiovasculares e tromboembólicos. A relação entre TRH e riscos cardiovasculares é complexa. Embora a TRH não seja indicada para prevenção primária de doenças cardiovasculares, seu uso em mulheres jovens (até 10 anos pós-menopausa ou <60 anos) pode ter um perfil de risco mais favorável. Contudo, a história de tromboembolismo venoso (TEV) prévio, acidente vascular cerebral (AVC) ou doença arterial coronariana estabelecida são contraindicações formais para a TRH sistêmica, devido ao aumento do risco de eventos trombóticos. É crucial diferenciar as vias de administração: a TRH oral tem maior impacto nos fatores de coagulação hepáticos, aumentando o risco de TEV em comparação com a via transdérmica. Mulheres com hipertensão arterial crônica controlada podem ser candidatas à TRH, mas com monitoramento rigoroso. O estrogênio tópico vaginal, por ter absorção sistêmica mínima, possui um perfil de segurança mais favorável e pode ser usado para sintomas geniturinários em pacientes com contraindicações à TRH sistêmica. Residentes devem dominar essas nuances para uma prescrição segura e eficaz.

Perguntas Frequentes

Quais são as contraindicações absolutas para a terapia de reposição hormonal (TRH) sistêmica?

As contraindicações absolutas incluem câncer de mama ou endométrio, sangramento vaginal não diagnosticado, doença hepática aguda, histórico de tromboembolismo venoso (TEV) ou arterial (AVC, IAM), e porfiria.

A TRH oral e transdérmica apresentam os mesmos riscos de tromboembolismo venoso?

Não. A TRH oral está associada a um risco maior de tromboembolismo venoso (TEV) em comparação com a via transdérmica, devido ao efeito de primeira passagem hepática que modula a síntese de fatores de coagulação.

A TRH é recomendada para prevenção de doenças cardiovasculares em mulheres na pós-menopausa?

Não, a TRH não é recomendada para prevenção primária ou secundária de doenças cardiovasculares. Estudos mostraram que, em algumas populações, pode até aumentar o risco de eventos cardiovasculares, especialmente se iniciada muitos anos após a menopausa.

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