HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2023
Antônia, 56 anos, procura ambulatório deseja terapia de reposição hormonal. Tem dois partos vaginais prévios. Suas menstruações cessaram há 11 meses e vem apresentando sudorese noturna progressiva e ressecamento genital há 5 meses. Não tem antecedentes mórbidos relevantes e não faz uso de medicamentos. Dada a preferência da paciente em não utilizar medicamentos orais, você prescreve estrogênio natural em formulação transdérmica. Qual das alternativas abaixo apresenta um benefício da via de administração transdérmica em comparação à reposição hormonal por via oral?
TRH transdérmica → menor impacto metabólico hepático e lipídico, menor risco tromboembólico que via oral.
A via transdérmica de estrogênio evita a primeira passagem hepática, o que resulta em menor impacto na síntese de fatores de coagulação e proteínas hepáticas, incluindo as que afetam o metabolismo lipídico. Isso confere um perfil de segurança cardiovascular e tromboembólico mais favorável em comparação com a via oral.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é uma intervenção eficaz para aliviar os sintomas vasomotores e geniturinários da menopausa, além de prevenir a osteoporose. A escolha da via de administração é um ponto crucial na individualização do tratamento, com a via transdérmica ganhando destaque devido a um perfil de segurança potencialmente superior em certas populações. A epidemiologia e estudos clínicos têm demonstrado que a via transdérmica pode ser preferível para pacientes com fatores de risco cardiovascular ou tromboembólico. A fisiopatologia da menopausa envolve a cessação da produção ovariana de estrogênio, levando a uma série de sintomas. A TRH visa repor esses hormônios. A principal diferença fisiológica entre as vias oral e transdérmica reside no metabolismo de primeira passagem hepática. O estrogênio oral é absorvido pelo trato gastrointestinal e metabolizado extensivamente no fígado antes de atingir a circulação sistêmica, o que pode modular a síntese de proteínas hepáticas, incluindo fatores de coagulação e lipoproteínas. A via transdérmica, ao contrário, permite que o estrogênio seja absorvido diretamente na circulação sistêmica, evitando a primeira passagem hepática. Isso resulta em menor impacto na síntese hepática de fatores de coagulação, triglicerídeos e proteínas C reativa, conferindo um menor risco tromboembólico e menor interferência no metabolismo lipídico. O tratamento deve sempre considerar a presença do útero, exigindo progesterona para proteção endometrial, e ser reavaliado periodicamente quanto à dose e duração.
A TRH oral passa por metabolismo de primeira passagem hepática, influenciando a síntese de proteínas hepáticas e fatores de coagulação. A transdérmica evita essa passagem, resultando em menor impacto hepático e metabólico.
A via transdérmica, ao evitar a primeira passagem hepática, tem menor impacto na síntese de fatores de coagulação, o que se traduz em um menor risco de eventos tromboembólicos em comparação com a via oral.
Sim, a progesterona é essencial para proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer induzidos pelo estrogênio, independentemente da via de administração do estrogênio, em mulheres com útero.
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