TRH Pós-Histerectomia: Estrogênio Isolado Transdérmico

PSU PRMMT - Processo Seletivo Unificado de Residência Médica do MT — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 51 anos, com queixa de ondas de calor, irritabilidade e insônia, passou por consulta médica há 30 dias e hoje retorna trazendo os resultados dos exames solicitados. Mamografia: BIRADS 2, USG TV e CCO normais. Hemograma sem alterações, glicemia de jejum 93 mg/dL, colesterol total 189 mg/dL, LDL 100 mg/dL, HDL 45 mg/dL, triglicerídeos 221 mg/dL, TSH 1,67 mUI/L. Ela nega comorbidades, tabagismo ou etilismo. Realizou histerectomia total por miomatose aos 47 anos e nega casos de câncer em parentes de 1º grau. Qual a melhor opção terapêutica?

Alternativas

  1. A) Adesivo de estrogênio isolado - via transdérmica.
  2. B) Estrogênio e testosterona combinados - via oral.
  3. C) Estrogênio e progesterona combinados - via oral.
  4. D) Implante de progestágeno isolado - via subcutânea.

Pérola Clínica

Mulher pós-histerectomia com sintomas climatéricos e hipertrigliceridemia → TRH com estrogênio isolado transdérmico.

Resumo-Chave

Em mulheres histerectomizadas, a terapia de reposição hormonal (TRH) deve ser feita apenas com estrogênio, pois não há necessidade de proteção endometrial. A via transdérmica é preferível em pacientes com hipertrigliceridemia, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, que pode piorar o perfil lipídico.

Contexto Educacional

A terapia de reposição hormonal (TRH) é um pilar no manejo dos sintomas do climatério, período de transição para a menopausa. É crucial para residentes compreenderem as indicações e contraindicações, bem como as nuances da escolha da via e do tipo de hormônio. A decisão terapêutica deve ser individualizada, considerando o perfil de risco e os sintomas da paciente. Em mulheres que realizaram histerectomia total, a abordagem da TRH difere significativamente. A ausência do útero elimina a necessidade de progesterona, que é utilizada para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer endometrial induzidos pelo estrogênio. Portanto, o estrogênio isolado é a escolha adequada. A via de administração também é um fator importante; em pacientes com hipertrigliceridemia, a via transdérmica (adesivos, géis) é preferível à oral, pois evita o metabolismo hepático de primeira passagem, que pode exacerbar a dislipidemia e aumentar o risco de eventos tromboembólicos. A avaliação pré-TRH deve incluir mamografia, ultrassonografia transvaginal e perfil lipídico, como visto na questão. A presença de triglicerídeos elevados reforça a indicação da via transdérmica. A TRH é eficaz no alívio dos sintomas vasomotores e na melhora da qualidade de vida, mas deve ser utilizada na menor dose eficaz e pelo menor tempo necessário, reavaliando periodicamente os riscos e benefícios.

Perguntas Frequentes

Quais são os sintomas mais comuns do climatério que indicam TRH?

Os sintomas mais comuns incluem ondas de calor, sudorese noturna, irritabilidade, insônia, secura vaginal e alterações de humor, que podem impactar significativamente a qualidade de vida.

Por que o estrogênio isolado é indicado após histerectomia total?

Após histerectomia total, o útero é removido, eliminando a necessidade de progesterona para proteger o endométrio contra a hiperplasia induzida pelo estrogênio. Assim, apenas o estrogênio é suficiente para aliviar os sintomas.

Qual a vantagem da via transdérmica de estrogênio em pacientes com hipertrigliceridemia?

A via transdérmica evita o metabolismo de primeira passagem hepática, o que minimiza o impacto nos triglicerídeos e outros fatores de coagulação, sendo mais segura em pacientes com dislipidemia.

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