PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2015
EFB, 51 anos, procura a Unidade Básica de Saúde, relatando ondas de calor, insônia, diminuição da libido e ressecamento vaginal há nove meses. Esses sintomas têm comprometido muito sua qualidade de vida. Foi submetida a histerectomia total por via abdominal aos 45 anos devido a miomatose uterina. G3P3. Vida sexual ativa. Nega tabagismo, nega passado tromboembolismo e não relata casos de câncer de mama na família. Trouxe colpocitologia, mamografia e perfil lipídico normais, realizados há dois meses. Entre as opções terapêuticas para essa paciente, assinale a alternativa ERRADA:
Mulher pós-histerectomia → TRH apenas com estrogênio (sem útero, não precisa de progesterona).
Em pacientes submetidas a histerectomia total, a terapia de reposição hormonal (TRH) deve ser feita apenas com estrogênio. A progesterona é adicionada para proteger o endométrio da hiperplasia e câncer induzidos pelo estrogênio, sendo desnecessária na ausência do útero.
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) é um pilar no manejo dos sintomas da menopausa que afetam a qualidade de vida das mulheres. É crucial entender as indicações e contraindicações, bem como as nuances da terapia combinada versus terapia com estrogênio isolado. A decisão de iniciar a TRH deve ser individualizada, considerando os sintomas, a idade da paciente, o tempo desde a menopausa e a presença de útero. Para mulheres com útero intacto, a combinação de estrogênio e progesterona é fundamental para prevenir a hiperplasia e o câncer endometrial. No entanto, em pacientes que foram submetidas a histerectomia total, a progesterona não é necessária, e a terapia com estrogênio isolado é a abordagem correta. A escolha da via de administração (oral, transdérmica) e do tipo de estrogênio também depende de fatores individuais e comorbidades. É importante que o residente saiba diferenciar as indicações e os riscos associados a cada regime de TRH. Além disso, deve-se estar ciente das alternativas não hormonais para o alívio dos sintomas, como os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS), que podem ser uma opção para pacientes com contraindicações à TRH ou que preferem não usar hormônios.
A progesterona é indicada na TRH para mulheres que possuem útero intacto. Sua função principal é proteger o endométrio contra a hiperplasia e o câncer endometrial, que podem ser induzidos pela terapia estrogênica isolada.
Opções não hormonais incluem inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS) ou noradrenalina (IRSN) para sintomas vasomotores, gabapentina, clonidina e terapias fitoterápicas como a Cimicífuga racemosa, embora a eficácia desta última seja controversa.
Os principais sintomas que comprometem a qualidade de vida e justificam a TRH incluem ondas de calor (fogachos), suores noturnos, insônia, ressecamento vaginal, dispareunia e diminuição da libido. A TRH também pode ser considerada para prevenção de osteoporose em casos selecionados.
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