SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Mulher de 51 anos, casada, procura atendimento por ondas de calor que ocasionam despertares noturnos há cerca de 6 meses, além de ressecamento vaginal e dispareunia superficial leve. Foi histerectomizada por miomatose há 2 anos, tendo cessado o uso de dienogeste há 1 ano. Tem histórico de tia materna com câncer de mama. Ao exame: PA = 120/75 mmHg, mucosa vaginal hipotrófica, útero ausente. Demais, sem alterações. Traz mamografia, exames séricos e citopatológico de colo uterino atuais normais. A dosagem de FSH foi de 40 mUI/mL. Qual o tratamento mais adequado para essa paciente?
Mulher histerectomizada com sintomas menopáusicos e sem contraindicações → TRH com estrogênio isolado.
Pacientes histerectomizadas com sintomas menopáusicos podem receber terapia de reposição hormonal com estrogênio isolado, pois não possuem útero e, portanto, não necessitam de progestágeno para proteção endometrial. A via transdérmica é preferível em alguns casos, como para evitar o efeito de primeira passagem hepática.
A menopausa é um período fisiológico na vida da mulher, marcado pela cessação da menstruação e pela diminuição da produção hormonal ovariana, principalmente de estrogênio. Os sintomas vasomotores, como ondas de calor e suores noturnos, e a atrofia urogenital são as queixas mais comuns e podem impactar significativamente a qualidade de vida, justificando a terapia de reposição hormonal (TRH). A indicação da TRH deve ser individualizada, considerando a idade da paciente, o tempo desde a menopausa, a gravidade dos sintomas e a presença de contraindicações. Em mulheres histerectomizadas, a TRH com estrogênio isolado é a opção preferencial, pois não há útero a ser protegido pelo progestágeno. A via transdérmica pode ser vantajosa por evitar o metabolismo de primeira passagem hepática. É fundamental avaliar os riscos e benefícios da TRH, especialmente em pacientes com histórico familiar de câncer de mama ou outras comorbidades. A dosagem de FSH elevada (>25-40 mUI/mL) é um marcador laboratorial que confirma a falência ovariana e o estado menopáusico, auxiliando na decisão terapêutica.
Mulheres histerectomizadas não possuem útero, eliminando a necessidade de progestágeno para proteger o endométrio da hiperplasia induzida pelo estrogênio, simplificando a terapia.
Os principais sintomas incluem ondas de calor (fogachos), suores noturnos, distúrbios do sono, ressecamento vaginal, dispareunia e alterações de humor, que impactam significativamente a qualidade de vida.
Uma história familiar de câncer de mama não é uma contraindicação absoluta para a TRH, mas exige uma avaliação individualizada dos riscos e benefícios, considerando outros fatores de risco e a gravidade dos sintomas.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo