TRH na Menopausa: Importância da Terapia Combinada

PSU-AL - Processo Seletivo Unificado de Alagoas — Prova 2024

Enunciado

Mulher, 54 anos de idade, menopausada há 3 anos, vem em uso de terapia de reposição hormonal há um ano. Secundigesta e secundípara. Nega cirurgias prévias ou comorbidades. Vem em atendimento ginecológico referindo sangramento via vaginal, de pouca intensidade, há 3 dias.Sobre a terapia de reposição hormonal que esta paciente vem fazendo, pode-se afirmar:

Alternativas

  1. A) A paciente precisa estar em uso de estrogênio isolado, visto que a progesterona, nesse caso, só vai aumentar o risco de atrofia endometrial.
  2. B) Por ter útero, a paciente teria indicação, no início, do uso de terapia de reposição hormonal combinada com estrógeno e progestágeno.
  3. C) Por ter menopausado já há 3 anos, essa paciente não pode mais estar em uso de terapia de reposição hormonal.
  4. D) A terapia de reposição hormonal não é causa de sangramento uterino anormal.

Pérola Clínica

Paciente com útero + TRH → Obrigatório associar progestagênio para evitar hiperplasia endometrial.

Resumo-Chave

O uso de estrogênio isolado em mulheres com útero preservado causa estimulação endometrial contínua e desprotegida, aumentando significativamente o risco de hiperplasia e adenocarcinoma de endométrio.

Contexto Educacional

A transição para a menopausa traz sintomas vasomotores e atrofia urogenital que impactam a qualidade de vida. A TRH é o tratamento mais eficaz. Em mulheres histerectomizadas, o estrogênio isolado é a escolha. Contudo, a presença do útero exige a oposição do progestagênio, que pode ser administrado de forma contínua (causando amenorreia) ou cíclica (causando sangramento de privação mensal).

Perguntas Frequentes

Qual o papel da progesterona na TRH?

Na terapia de reposição hormonal, o papel principal da progesterona (ou progestagênios sintéticos) em mulheres com útero é antagonizar o efeito proliferativo do estrogênio no endométrio. Isso previne a hiperplasia endometrial e o desenvolvimento de câncer de endométrio, que são riscos conhecidos da estrogenoterapia isolada.

Como investigar sangramento vaginal em uso de TRH?

Sangramentos nos primeiros meses de TRH podem ser comuns (escape), mas qualquer sangramento novo ou persistente após 6 meses de uso, ou sangramento em quem estava em amenorreia, deve ser investigado com ultrassonografia transvaginal para avaliar a espessura endometrial e, se necessário, biópsia de endométrio.

Existe contraindicação absoluta para TRH após 3 anos de menopausa?

Não. A 'janela de oportunidade' para início da TRH geralmente é considerada até 10 anos após a menopausa ou antes dos 60 anos de idade. No caso da paciente com 3 anos de menopausa, ela está dentro da janela ideal para benefícios cardiovasculares e ósseos, desde que não haja contraindicações específicas.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo