UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Sobre os benefícios versus riscos da terapia de reposição hormonal (TH), após menopausa cirúrgica por patologia ginecológica benigna, em mulheres com menos de 40 anos de idade, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) O risco de tromboembolismo venoso (TEV) com TH transdérmica é semelhante ao risco na população em geral.( ) A TH aumenta, provavelmente, o risco de doença cardiovascular quando iniciada em mulheres com menos de 40 anos de idade.( ) O estrogênio oral deve ser evitado, devido ao aumento significativo no risco de acidente vascular cerebral.( ) A TH com estrogênio isolado está associada a pouca ou nenhuma alteração no risco de câncer de mama.( ) A TH pode estar associada a um risco aumentado de cálculos na vesícula biliar.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
TH em menopausa cirúrgica <40a: transdérmica ↓ TEV/AVC; estrogênio isolado ≈ risco Ca mama; ↑ colelitíase.
Em mulheres jovens com menopausa cirúrgica, a TH é crucial para mitigar sintomas e riscos a longo prazo. A via transdérmica de estrogênio é preferível para menor risco de TEV e AVC, e o estrogênio isolado não aumenta significativamente o risco de câncer de mama.
A menopausa cirúrgica em mulheres com menos de 40 anos, decorrente de ooforectomia bilateral por patologia benigna, representa um desafio clínico significativo. A deficiência estrogênica precoce acarreta não apenas sintomas vasomotores intensos, mas também um aumento substancial no risco de osteoporose, doenças cardiovasculares, disfunção sexual e declínio cognitivo a longo prazo. Nesses casos, a Terapia de Reposição Hormonal (TH) é fortemente recomendada, e os benefícios geralmente superam os riscos. A escolha da via de administração e do tipo de hormônio é crucial. A TH transdérmica de estrogênio é preferível em muitas situações, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática, resultando em menor impacto nos fatores de coagulação e, consequentemente, um risco reduzido de tromboembolismo venoso (TEV) e acidente vascular cerebral (AVC) em comparação com a via oral. Em mulheres histerectomizadas, o estrogênio isolado é suficiente, e estudos indicam que ele não aumenta significativamente o risco de câncer de mama, podendo até ter um efeito neutro ou protetor. É importante ressaltar que os riscos da TH, como o aumento do risco de doença cardiovascular e câncer de mama, são mais proeminentes quando iniciada em mulheres mais velhas ou com mais de 10 anos de menopausa. Em mulheres jovens com menopausa precoce, a TH é uma intervenção protetora. No entanto, a TH pode estar associada a um risco aumentado de cálculos na vesícula biliar, um efeito colateral a ser monitorado. A individualização da terapia e a avaliação contínua dos riscos e benefícios são fundamentais.
A TH é crucial para aliviar os sintomas vasomotores e prevenir riscos a longo prazo associados à deficiência estrogênica precoce, como osteoporose, doenças cardiovasculares e declínio cognitivo.
A TH transdérmica de estrogênio tem um risco de tromboembolismo venoso (TEV) significativamente menor do que a TH oral, pois evita o metabolismo de primeira passagem hepática e a consequente alteração nos fatores de coagulação.
Em mulheres histerectomizadas, a TH com estrogênio isolado está associada a pouca ou nenhuma alteração no risco de câncer de mama, e alguns estudos sugerem até uma leve redução. O aumento do risco é mais associado à TH combinada.
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