Terapia Hormonal na Menopausa: Riscos e Benefícios

HEETSHL - Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (PB) — Prova 2020

Enunciado

Com relação à terapia de reposição hormonal. I - A terapia hormonal é o tratamento mais efetivo para os sintomas vasomotores na peri e pós-menopausa, sendo especialmente indicada a mulheres sintomáticas acima dos 60 anos. II - A terapia hormonal combinada diminui o risco de câncer colorretal. III - A TH por via oral eleva o risco de eventos tromboembólicos venosos, embora este seja raro (1/1.000) em mulheres, entre 50 e 59 anos de idade. IV - A TH não tem impacto sobre a incidência de câncer de colo uterino do tipo escamoso. V - A terapia androgênica deve ser preferencialmente feita por via transdérmica com a finalidade de se evitar a primeira passagem de metabolismo hepático e suas consequências. Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Apenas as alternativas I, III, IV e V estão corretas.
  2. B) Apenas as alternativas II, III, IV e V estão corretas.
  3. C) Apenas a alternativa I e V estão corretas.
  4. D) Apenas a alternativa I está correta.
  5. E) Apenas a alternativa IV está correta.

Pérola Clínica

TH é eficaz para sintomas vasomotores, mas contraindicada >60 anos; TH combinada ↓ risco câncer colorretal; TH oral ↑ risco tromboembólico.

Resumo-Chave

A terapia hormonal (TH) é o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores na peri e pós-menopausa, mas sua indicação e via de administração devem considerar idade, tempo de menopausa e riscos individuais, como tromboembolismo venoso e câncer. A TH combinada (estrogênio + progestagênio) tem impacto protetor no câncer colorretal e a terapia androgênica deve ser transdérmica.

Contexto Educacional

A terapia de reposição hormonal (TH) é um tema crucial na ginecologia, abordando o manejo dos sintomas da menopausa e a prevenção de doenças crônicas. A menopausa, definida como 12 meses consecutivos de amenorreia, marca o fim da vida reprodutiva feminina e é acompanhada por uma série de sintomas vasomotores, urogenitais e psicológicos que podem impactar significativamente a qualidade de vida. A TH, embora eficaz, requer uma avaliação cuidadosa do risco-benefício individual. A fisiopatologia dos sintomas menopausais está ligada à deficiência estrogênica. O diagnóstico é clínico, e a decisão de iniciar a TH envolve considerar a idade da paciente, o tempo desde a menopausa, a presença de sintomas e as comorbidades. Mulheres com útero intacto devem receber terapia combinada (estrogênio + progestagênio) para proteger o endométrio da hiperplasia e do câncer induzidos pelo estrogênio. O tratamento com TH deve ser individualizado. Embora seja o tratamento mais eficaz para os sintomas vasomotores, não é indicada para mulheres acima de 60 anos ou com mais de 10 anos de menopausa devido ao aumento do risco de eventos cardiovasculares e tromboembólicos. A via oral de estrogênio eleva o risco de eventos tromboembólicos venosos, enquanto a via transdérmica é mais segura. A TH combinada diminui o risco de câncer colorretal e não tem impacto sobre a incidência de câncer de colo uterino escamoso. A terapia androgênica, quando indicada para disfunção sexual, deve ser transdérmica para evitar o metabolismo hepático.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais indicações da terapia hormonal na menopausa?

A principal indicação da terapia hormonal é o tratamento dos sintomas vasomotores moderados a graves e a prevenção da osteoporose em mulheres na pós-menopausa, especialmente se iniciada antes dos 60 anos ou em até 10 anos da menopausa.

A terapia hormonal aumenta o risco de câncer?

A terapia hormonal combinada (estrogênio + progestagênio) aumenta o risco de câncer de mama e diminui o risco de câncer colorretal. A terapia apenas com estrogênio aumenta o risco de câncer de endométrio em mulheres com útero.

Qual a via preferencial para a terapia androgênica?

A terapia androgênica deve ser preferencialmente feita por via transdérmica para evitar o metabolismo de primeira passagem hepática e seus potenciais efeitos adversos, como alterações lipídicas.

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