Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Lactente, sexo feminino, 18 meses, está recebendo TRO (1 pacote de sais de reidratação preconizados pela OMS diluído em 1 litro de água). Ela tem uma desidratação não grave, consequência de uma diarreia aguda há cerca de 30 horas. A mãe refere que a aceitação do soro não está boa e que, em 2 horas de tratamento, vomitou duas vezes. A retenção calculada pelo médico é de cerca de 40%. O procedimento correto para tratar a sua condição patológica é
Vômitos na TRO por diarreia não grave → oferecer SRO em menores volumes, mais lentamente e em intervalos mais curtos.
Em lactentes com desidratação não grave e vômitos durante a Terapia de Reidratação Oral (TRO), a estratégia inicial é otimizar a oferta do SRO, administrando-o em volumes menores e com maior frequência, para melhorar a aceitação e a retenção, evitando o uso de antieméticos ou modificações na solução.
A diarreia aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em crianças menores de 5 anos, e a desidratação é sua complicação mais grave. A Terapia de Reidratação Oral (TRO) com Soro de Reidratação Oral (SRO) da OMS é o tratamento de escolha para a maioria dos casos de desidratação, independentemente da gravidade, exceto em choque ou íleo paralítico. A fisiopatologia da diarreia aguda envolve a perda de água e eletrólitos, levando à desidratação. Os vômitos são um sintoma comum que pode dificultar a TRO. No entanto, a presença de vômitos não é uma contraindicação para a TRO, mas sim um desafio que exige uma abordagem cuidadosa e paciente. O SRO da OMS é formulado para ser eficaz mesmo na presença de vômitos, pois a absorção de pequenas quantidades é suficiente para iniciar a reidratação. O manejo da TRO em crianças com vômitos deve focar na oferta de pequenos volumes de SRO em intervalos curtos e frequentes. É crucial evitar o uso de antieméticos, que podem ter efeitos adversos e mascarar a evolução do quadro, e não modificar a composição do SRO. A persistência e a técnica correta são chaves para o sucesso da reidratação oral, prevenindo a necessidade de hidratação endovenosa e suas complicações.
A conduta inicial é oferecer o Soro de Reidratação Oral (SRO) em volumes muito pequenos (ex: 5-10 mL) a cada 2-3 minutos, de forma lenta e contínua. Isso permite que o líquido seja absorvido antes de desencadear o reflexo do vômito.
O SRO da OMS possui uma composição balanceada de eletrólitos e glicose, com osmolaridade específica, otimizada para a absorção intestinal. Modificar sua diluição ou adicionar substâncias pode alterar essa osmolaridade, piorando a diarreia osmótica ou comprometendo a eficácia da reidratação.
A gastróclise (administração de SRO via sonda nasogástrica) é uma alternativa quando a oferta oral otimizada falha ou em casos de desidratação moderada a grave com vômitos persistentes que impedem a reidratação oral, antes de considerar a hidratação endovenosa.
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