FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Sobre as orientações dietéticas e medicamentosas em lactentes com quadro de gastrenterite aguda com desidratação, podemos afirmar que:
TRO em gastrenterite = absorção de sódio, água e glicose via co-transporte.
A terapia de reidratação oral (TRO) é o pilar do tratamento da desidratação por gastrenterite. Ela se baseia no mecanismo de co-transporte de sódio e glicose no intestino, onde a glicose facilita a absorção de sódio e, consequentemente, de água.
A gastrenterite aguda é uma das principais causas de morbimortalidade em lactentes e crianças pequenas, sendo a desidratação sua complicação mais grave. A terapia de reidratação oral (TRO) é a intervenção mais eficaz e segura para tratar a desidratação leve a moderada, e é a base do manejo da gastrenterite em lactentes. O princípio fisiológico da TRO reside no mecanismo de co-transporte de sódio e glicose, presente nas células do intestino delgado. A glicose, em concentrações adequadas, facilita a absorção ativa de sódio, e a água segue passivamente por osmose, restaurando o volume intravascular e corrigindo os desequilíbrios hidroeletrolíticos. Por isso, as soluções de reidratação oral (SRO) contêm uma proporção específica de sódio e glicose. É crucial manter o aleitamento materno durante a gastrenterite, pois ele oferece hidratação, nutrição e proteção imunológica. O soro preconizado pela OMS possui osmolaridade reduzida (245 mOsm/L) para otimizar a absorção e minimizar o risco de diarreia osmótica, diferentemente da água de coco ou outras bebidas caseiras que não possuem a composição eletrolítica ideal. O uso de antieméticos como a metoclopramida não é recomendado em lactentes devido aos potenciais efeitos adversos e à falta de benefício comprovado na reidratação.
A TRO funciona aproveitando o mecanismo de co-transporte de sódio e glicose no intestino delgado. A presença de glicose facilita a absorção de sódio, e a água segue passivamente por osmose, promovendo a reidratação.
Não, o aleitamento materno deve ser mantido e até intensificado durante a gastrenterite, pois ele fornece nutrientes, eletrólitos e anticorpos, auxiliando na recuperação e prevenindo a desidratação.
A metoclopramida não é recomendada devido ao risco de efeitos adversos neurológicos (extrapiramidais) em crianças e à falta de evidências de que acelere a reidratação ou reduza a necessidade de hidratação intravenosa.
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