MedEvo Ciclo Básico — Prova 2025
Um lactente de 10 meses apresenta quadro de diarreia osmótica persistente após a introdução de novos alimentos. Durante a investigação fisiológica, discute-se a importância da Terapia de Reidratação Oral (TRO). O princípio fundamental dessa terapia baseia-se no fato de que a absorção de glicose pela mucosa do jejuno é capaz de potencializar drasticamente a absorção de água e eletrólitos, mesmo em estados diarreicos. Esse fenômeno ocorre porque o transporte de glicose através da membrana apical do enterócito é realizado por um mecanismo de:
A Terapia de Reidratação Oral (TRO) só funciona porque o co-transporte Sódio-Glicose (SGLT1) permanece intacto na maioria das diarreias infecciosas, permitindo a absorção de água mesmo quando há secreção de fluidos.
A Terapia de Reidratação Oral (TRO) é uma das intervenções médicas mais impactantes da história, reduzindo drasticamente a mortalidade infantil por desidratação. Seu sucesso baseia-se na fisiologia do transporte de nutrientes no intestino delgado, especificamente no jejuno, onde a presença de glicose no lúmen acelera a absorção de sódio e, consequentemente, de água. O mecanismo molecular central é o SGLT1 (Sodium-Glucose Linked Transporter 1), localizado na membrana apical dos enterócitos. Este transportador realiza um co-transporte ativo secundário: ele aproveita o gradiente eletroquímico de sódio (mantido pela bomba Na+/K+-ATPase na membrana basolateral) para mover glicose contra seu gradiente de concentração. Para cada molécula de glicose, dois íons de sódio são transportados, gerando um fluxo osmótico que 'arrasta' água através das junções intercelulares. Na prática clínica, entender esse mecanismo justifica a composição precisa dos sais de reidratação oral, que devem conter proporções adequadas de sódio e glicose. O uso excessivo de glicose pode causar diarreia osmótica, enquanto a falta impede a otimização da absorção hídrica. A TRO é a primeira linha no manejo da desidratação leve a moderada em pediatria.
O SGLT1 fica na membrana apical (lúmen) e faz o co-transporte com sódio. O GLUT2 fica na membrana basolateral e permite que a glicose saia da célula para o sangue por difusão facilitada.
Não, a frutose entra pelo GLUT5 por difusão facilitada, sem depender de sódio.
O sal fornece o sódio e o açúcar fornece a glicose; sem os dois juntos, o transportador SGLT1 não funciona eficientemente para puxar a água.
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