AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2023
São efeitos do curativo a vácuo, EXCETO:
Curativo a vácuo: ↑ fluxo sanguíneo, ↓ edema, ↓ carga bacteriana, ↑ granulação.
A terapia por pressão negativa (curativo a vácuo) promove a cicatrização de feridas através de múltiplos mecanismos, incluindo o aumento do fluxo sanguíneo local, a redução do edema, a remoção do exsudato e a estimulação da formação de tecido de granulação. A diminuição do fluxo sanguíneo não é um efeito esperado, pelo contrário.
A terapia por pressão negativa (TPN), popularmente conhecida como curativo a vácuo, revolucionou o manejo de feridas complexas. Consiste na aplicação de pressão subatmosférica controlada e contínua ou intermitente sobre a ferida, através de um sistema selado. Sua importância clínica reside na capacidade de acelerar o processo de cicatrização, reduzir o tempo de internação e melhorar os resultados para pacientes com feridas de difícil tratamento. Os mecanismos fisiopatológicos da TPN incluem a remoção eficiente do exsudato, o que reduz o edema e o risco de maceração da pele perilesional. Além disso, a pressão negativa promove a macrodeformação e microdeformação do leito da ferida, estimulando a proliferação celular, a angiogênese e a formação de tecido de granulação. Um efeito crucial é o aumento do fluxo sanguíneo local, que otimiza a entrega de oxigênio e nutrientes essenciais para a cicatrização, e a redução da carga bacteriana. A aplicação da TPN requer conhecimento técnico para a escolha adequada do tipo de curativo, nível de pressão e frequência de troca. É uma ferramenta valiosa no arsenal terapêutico para feridas agudas e crônicas, como úlceras por pressão, úlceras diabéticas, feridas traumáticas e deiscências cirúrgicas, contribuindo significativamente para a recuperação do paciente.
O curativo a vácuo remove o exsudato, reduz o edema, aumenta o fluxo sanguíneo local, estimula a angiogênese e a formação de tecido de granulação, além de diminuir a carga bacteriana na ferida.
É indicada para feridas agudas e crônicas, úlceras por pressão, úlceras diabéticas, feridas traumáticas, deiscências cirúrgicas, enxertos de pele e feridas com grande perda de substância.
As contraindicações incluem malignidade na ferida, fístulas não entéricas e não exploradas, osteomielite não tratada, tecido necrótico com escara e vasos sanguíneos ou órgãos expostos.
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