HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
O uso de curativos com pressão negativa tem se tornado cada vez mais comum devido à sua capacidade de acelerar o processo de cicatrização e diminuir a ocorrência de complicações no tratamento de feridas. Entretanto, é importante considerar que existem algumas contraindicações para esse tipo de terapia, como a:
NPWT é contraindicado sobre vasos expostos, nervos, órgãos ou anastomoses subjacentes pelo risco de erosão.
A terapia por pressão negativa (VAC) acelera a cicatrização, mas a aplicação direta sobre estruturas friáveis ou anastomoses pode causar deiscência e hemorragia grave.
A Terapia por Pressão Negativa (NPWT) revolucionou o tratamento de feridas agudas e crônicas ao promover a angiogênese, reduzir o edema local e remover fluidos inibitórios da cicatrização. No entanto, o sucesso da terapia depende da seleção rigorosa do paciente. Estruturas vitais devem ser protegidas com interfaces não aderentes se a terapia for indispensável. Na prática cirúrgica, a identificação de contraindicações como a presença de tecido neoplásico ou vasos friáveis previne eventos adversos graves. O residente deve dominar não apenas a indicação, mas os limites de segurança da tecnologia para evitar iatrogenias em leitos de ferida complexos.
As contraindicações absolutas incluem a presença de tecido necrótico com escara, osteomielite não tratada, fístulas não entéricas e inexploradas, malignidade na ferida e exposição direta de vasos sanguíneos, nervos, órgãos ou locais de anastomose. A pressão negativa pode causar erosão dessas estruturas, levando a complicações fatais como hemorragias maciças ou perfurações de órgãos.
Sim, a NPWT pode ser utilizada em feridas infectadas, desde que não haja osteomielite não tratada ou coleções purulentas não drenadas. Ela auxilia na remoção de exsudato e redução da carga bacteriana, mas deve ser acompanhada de antibioticoterapia sistêmica adequada e desbridamento prévio de tecidos desvitalizados.
A aplicação da pressão negativa diretamente sobre uma linha de sutura ou anastomose recente pode comprometer a integridade mecânica da união tecidual. A sucção contínua ou intermitente exerce forças de cisalhamento que podem levar à deiscência da anastomose e consequente fístula ou extravasamento de conteúdo luminal.
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