AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
Uma das causas mais comuns de confusão no perioperatório é a necessidade de terapia ponte de heparina para pacientes que fazem uso de varfarina no pré-operatório. Sabe-se que nem todos os pacientes necessitam da terapia ponte, podendo ser apenas pausado o uso da varfarina de 4 a 5 dias antes do ato cirúrgico e realizado controle de RNI. Assinale a alternativa que contempla as situações clínicas em que há a necessidade de terapia ponte com heparina em pacientes usuários de varfarina no pré-operatório:
Válvula mitral metálica ou VTE recente (< 3 meses) = indicação obrigatória de terapia ponte.
Pacientes com alto risco tromboembólico, como portadores de próteses valvares mecânicas mitrais ou eventos embólicos recentes, exigem ponte com heparina durante a suspensão da varfarina.
O manejo perioperatório da anticoagulação exige um equilíbrio entre o risco de tromboembolismo arterial/venoso e o risco de sangramento cirúrgico. A terapia ponte (bridging) utiliza heparina de meia-vida curta para minimizar o tempo em que o paciente permanece sem proteção antitrombótica efetiva enquanto o efeito da varfarina (antagonista da vitamina K) é revertido.
Incluem portadores de qualquer válvula mecânica em posição mitral, válvula aórtica mecânica com fatores de risco, AVC/AIT recente (< 6 meses) ou tromboembolismo venoso recente (< 3 meses).
Geralmente suspende-se a varfarina 5 dias antes da cirurgia. A terapia ponte com heparina (HNF ou HBPM) inicia-se quando o RNI cai abaixo da faixa terapêutica (geralmente 36-48h após a última dose).
Em pacientes de baixo risco, como aqueles com fibrilação atrial sem histórico de AVC ou pacientes com VTE ocorrido há mais de 12 meses, onde apenas a pausa da varfarina é suficiente.
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