FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2023
A terapia para asma vem passando por profundos avanços nos últimos anos. Qual dos seguintes medicamentos apresenta comprovada eficácia em pacientes de asma de início tardio, sem resposta a primeiras linhas de tratamento?
Asma de início tardio refratária → Anti-IL-5/receptor de IL-5 (mepolizumab, reslizumab, benralizumab) para fenótipo eosinofílico.
Em pacientes com asma grave de início tardio, especialmente aqueles com fenótipo eosinofílico e sem resposta às terapias convencionais, os anti-IL-5 ou anti-receptor de IL-5 (como mepolizumab, reslizumab, benralizumab) têm demonstrado eficácia significativa ao reduzir a inflamação tipo 2.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que afeta milhões de pessoas globalmente. Embora a maioria dos pacientes seja bem controlada com corticosteroides inalatórios e broncodilatadores, uma parcela significativa desenvolve asma grave, refratária aos tratamentos convencionais. Nesses casos, especialmente na asma de início tardio, a identificação do fenótipo inflamatório é crucial para guiar terapias mais específicas, como as biológicas. Os avanços no entendimento da fisiopatologia da asma levaram ao desenvolvimento de terapias biológicas que visam citocinas específicas ou seus receptores. A interleucina 5 (IL-5) desempenha um papel central na inflamação eosinofílica, um subtipo comum de asma grave. Medicamentos como mepolizumab, reslizumab (anti-IL-5) e benralizumab (anti-receptor de IL-5) atuam bloqueando essa via, resultando em redução da eosinofilia e melhora dos sintomas, exacerbações e função pulmonar em pacientes selecionados. Para residentes, é fundamental reconhecer que a asma grave de início tardio, muitas vezes associada a um fenótipo eosinofílico, pode exigir abordagens terapêuticas além das primeiras linhas. A escolha do biológico deve ser baseada na avaliação do fenótipo do paciente, incluindo a contagem de eosinófilos no sangue, para otimizar os resultados e melhorar a qualidade de vida, representando um avanço significativo no manejo dessa condição complexa.
Pacientes com asma grave, especialmente aqueles com fenótipo eosinofílico (eosinofilia no sangue ou escarro) e que não respondem adequadamente às terapias convencionais, são os principais candidatos a terapias anti-IL-5.
Eles atuam bloqueando a interleucina 5 (IL-5) ou seu receptor, que são citocinas chave na ativação, proliferação e sobrevivência dos eosinófilos, células importantes na inflamação tipo 2 da asma.
Mepolizumab e reslizumab são anticorpos monoclonais que se ligam à IL-5, enquanto benralizumab se liga ao receptor de IL-5, levando à depleção de eosinófilos e redução da inflamação.
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