CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Considerando um paciente cirúrgico hipotético e estado nutricional inadequado, necessitando, portanto, de terapia nutricional no período pré-operatório, devemos considerar os seguintes aspectos como corretos:
Paciente cirúrgico desnutrido → Oferta proteica média 1,5g/Kg/dia (função renal/hepática normal).
Em pacientes cirúrgicos desnutridos, a otimização da oferta proteica é crucial para a recuperação e cicatrização. A oferta de 1,5 g/Kg/dia de proteína é uma meta razoável, desde que as funções hepática e renal estejam preservadas, para promover o anabolismo.
A terapia nutricional pré-operatória é um pilar fundamental na otimização de pacientes cirúrgicos desnutridos, visando reduzir complicações, melhorar a cicatrização e encurtar o tempo de internação. A identificação precoce da desnutrição e a intervenção nutricional adequada são essenciais para o sucesso cirúrgico e a recuperação do paciente. A oferta proteica é de extrema importância para a síntese de proteínas estruturais, enzimas e componentes imunológicos, cruciais para a resposta ao estresse cirúrgico. Para pacientes cirúrgicos desnutridos com função hepática e renal normais, uma oferta média de 1,2 a 1,5 g/Kg/dia é geralmente recomendada. A oferta calórica deve ser individualizada, mas valores de 25-30 Kcal/Kg/dia são comuns, podendo ser ajustados para pacientes mais graves ou com hipermetabolismo. A nutrição enteral é sempre a via preferencial quando o trato gastrointestinal é funcionante, devido aos seus benefícios fisiológicos, menor custo e menor risco de complicações. Deve ser iniciada de forma gradual. A nutrição parenteral é reservada para situações de contraindicação ou falha da via enteral, e em hepatopatias crônicas avançadas, a nutrição parenteral deve ser utilizada com cautela, priorizando a enteral sempre que possível, para evitar sobrecarga hepática e desequilíbrios metabólicos.
Para pacientes cirúrgicos desnutridos com função hepática e renal normais, a oferta proteica média recomendada é de 1,2 a 1,5 g/Kg/dia, podendo ser ajustada conforme o grau de estresse metabólico e a tolerância.
A nutrição parenteral é reservada para casos de contraindicação ou falha da nutrição enteral, como íleo paralítico prolongado, obstrução intestinal, fístulas de alto débito ou síndrome do intestino curto, quando o TGI não é funcional.
A nutrição enteral deve ser iniciada de forma gradual, com volumes e velocidades baixas, progredindo lentamente ao longo de 2-3 dias para atingir a meta calórica e proteica, a fim de evitar complicações gastrointestinais como diarreia e distensão abdominal.
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